Segurança: Especialistas debatem hoje segurança em recintos culturais

  • Print Icon

“Pretendemos divulgar uma cultura de segurança e trocar informações, através da participação de especialistas conceituados nacionais e estrangeiros nos painéis”, disse à Lusa a Inspectora-Geral da IGAC, Paula Andrade, salientando que “é importante batalhar na afirmação de uma cultura de segurança para que as p essoas saibam o que é preciso fazer”.

Entre os oradores estão o arquitecto Regino Cruz, responsável pelos pro jectos do Pavilhão Atlântico, Centro de Congressos do Estoril e Estádio de Faro, o director técnico do Teatro Scala de Milão, Franco Malgrande, o especialista e m engenharia de segurança Aidos Rocha e o arquitecto francês Xavier Fabré, que neste momento está a remodelar o teatro Mariinsky, em São Petersburgo.

A IGAC é a entidade do ministério da Cultura responsável por certificar a segurança de recintos fixos que tenham como principal objectivo a produção de espectáculos, atribuição de licenciamento, nomeadamente através da divulgação d e normas e realização de acções de verificação e de inspecção.

“Isto engloba teatros, cinemas, praças de touros e auditórios de espectáculos dos casinos, por exemplo, o que perfaz 1.022 recintos em Portugal continental”, disse Paula Andrade, explicando que noutro tipo de espectáculos, como circos itinerantes, cabe aos municípios autorizar e garantir a segurança.

A atribuição de licenças de funcionamento é feita “só depois de estarem garantidas as condições de segurança e são válidas por três anos, embora possam ser interrompidas se algum factor novo o justificar”.

A segurança dos recintos é avaliada por uma Comissão de Vistoria, dirigida pela IGAC, mas que engloba bombeiros, delegações de saúde locais e delegados da inspecção das actividades culturais nos municípios.

“São avaliados, por exemplo, os degraus mal calculados e o número de escadas, portas corta-fogo, segurança contra incêndios, sinalizações, prevenção contra acidentes e a distância entre as cadeiras, mas também casos de plataformas cénicas que se mexem e outras situações que podem pôr em causa o público e os intervenientes no espectáculo”, explicou.

Além da segurança, o seminário, no Centro Cultural de Belém, abordará o design e a arquitectura, a segurança das Praças de Touros e nos edifícios culturais públicos e os limites de segurança nos factores dispositivos cénicos.