«Quintais de Alcoutim fazem parte da REN»

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Amaral diz não estar formalmente contra as intenções da REN, mas alerta que o estatuto de protecção está a condicionar o planeamento e, em alguns casos, a promover a especulação imobiliária num concelho que dispõe de extensas áreas não construídas.

As preocupações do autarca foram transmitidas à associação Almargem, esta semana, durante uma visita técnica organizada pela organização ambientalista algarvia.

Entre as muitas queixas transmitidas por Amaral, figuram os «grosseiros erros de cartografia» que estiveram na base da delimitação dos territórios abrangidos pela REN.

«Existem aldeias cujos núcleos populacionais estão divididos ao meio por este estatuto de protecção. Para se ter uma ideia, há, em Alcoutim, pessoas que têm os quintais incluídos no domínio da Reserva Ecológica Nacional», descreve Amaral.

A Almargem registou as preocupações de Amaral e mostrou-se favorável à correcção destes erros cartográficos.

Considera, igualmente, que os processos justificados de desanexação de territórios abrangidos pela REN devam ser mais céleres, já que uma operação deste tipo pode chegar a demorar oito anos.

A Almargem solicitou ainda a Francisco Amaral informações sobre os empreendimentos previstos para as margens do Guadiana, sugerindo que os modelos a desenvolver no interior não sejam «simples cópias de resorts já implementados no litoral algarvio».

Em relação a esta questão, o autarca alcoutenejo diz que as intenções dificilmente passarão disso mesmo, uma vez que esta fatia do território «está abrangida por múltiplos planos de protecção» e sem um plano de pormenor ainda definido.

Leia reportagem completa na próxima edição impressa do «barlavento».