OE 2007: Governo está a “ostracizar” Castro Marim, acusa presidente da Câmara

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Em comunicado, José Estevens (PSD) mostra-se “indignado” e “revoltado” com o facto do Governo não prever “investir um euro” durante o próximo ano naquele concelho, ao abrigo do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da administração Central (PIDDAC).

“A proposta do PIDDAC regionalizado é demasiado restritiva e autista para o Algarve”, diz o autarca, salientando, contudo, que o caso de Castro Marim é “inédito” entre os 16 concelhos algarvios.

Segundo José Estevens, apesar da “dura realidade” que prevê uma quebra para o Algarve na ordem dos 39 por cento, isso “não confere o direito ao primeiro-ministro de ostracizar o concelho”.

“Será esta a factura a pagar pelo município constituir uma das principais entradas do país através da ponte internacional do Guadiana ou por ter no seu território um reservatório de água que abastece meia região algarvia?”, interroga.

De acordo com o autarca, a “insensibilidade política” do Governo vai ao ponto de não entender como prioritária a necessidade de realizar investimentos básicos no concelho, como a construção de um novo posto da GNR.

“Poderei igualmente falar das obras urgentes na Escola EB 2,3 de Castro Marim ou na construção do Hospital no Sotavento, há muito reclamada pela população”, acrescenta.

José Estevens diz que a ausência de investimento da Administração Central em Castro Marim constitui uma “forte machadada” no desenvolvimento do concelho e irá “penalizar fortemente uma população manifestamente desfavorecida”.