Extinção de mamíferos atribuída a alterações da órbita terrestre

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A investigação, feita por peritos da Universidade de Utreque (Holanda), baseou-se na análise de restos de fósseis de roedores encontrados no centro da Península Ibérica, em Espanha, que datam de há 22 milhões de anos.

O facto de as espécies mamíferas tenderem a durar uma média de 2,5 milh ões de anos antes de desaparecerem ou serem substituídos por outros animais semp re intrigou os cientistas.

Agora, esta equipa de investigadores dirigida por Jan van Dam constatou que esse ciclo parece corresponder a alterações e movimentos na órbita da Terra .

Depois de analisarem os referidos fósseis, os cientistas concluíram que existem dois ciclos de extinção, um longo, de 2,4 milhões de anos, e outro curt o, que se prolonga por 1,2 milhões de anos.

O ciclo longo parece coincidir com variações na órbita terrestre, enqua nto que o mais curto parece estar relacionado com alterações da inclinação do pl aneta em relação ao seu eixo.

De acordo com o estudo, os dois ciclos provocaram um arrefecimento glob al e uma variação dos índices de chuva e neve, que acabaram por modificar o habi tat, a vegetação e a disponibilidade de alimentos, factores que influem na extin ção das espécies.

A Terra está actualmente no começo de um ciclo, mas o clima do planeta mudou tanto nos últimos milhões de anos que se torna difícil prever o que aconte cerá no futuro, segundo os investigadores.

“A extinção de espécies de roedores ocorre em períodos que estão espaça dos por intervalos controlados por variações astronómicas e pelos seus efeitos n as alterações climáticas”, afirmou o professor Dam.

“As mudanças sazonais associadas a variações astronómicas – Invernos rigorosos e Verões secos – são realmente uma questão de vida ou de morte para os mamíferos”, concluiu.