Depois dos fogos, as inundações: Bombeiros apontam vulnerabilidades

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Para a LBP, “as consequências da intempérie que assolou o território do continente vieram pôr em evidência que o Sistema de Protecção Civil, entendido como sistema integrado alicerçado no binómio Prevenção-Resposta, possui indisfar çáveis vulnerabilidades”.

Numa nota entregue hoje durante uma conferência de imprensa, a LBP aponta as principais “lacunas” evidenciadas durante os últimos dois dias: “aviso e alerta atempado às populações”,”articulação entre entidades”, “défice de planeamento de risco a nível municipal” e “falta de medidas preventivas no domínio da previsibilidade de ocorrências, decorrentes do risco de cheia e do deslizamento de terras”.

“Com excepção dos incêndios florestais, todos os demais riscos carecem de um forte investimento a nível da prevenção, alerta e do planeamento da respos ta”, considera a LBP.

Para a LBP, “os decisores políticos, governantes e parlamentares, têm a bordado até à exaustão os incêndios florestais, fazendo crer aos cidadãos que es te é o fundamental risco que o país possui”.

Deste modo, os bombeiros portugueses pretendem evidenciar que “afinal h á mais riscos para além do risco florestal”, o que demonstra que “o sistema de P rotecção Civil em Portugal necessita de muito investimento e muita acção polític a, no domínio do planeamento do risco e da resposta correspondente”.

O presidente do Conselho Executivo da LBP, Duarte Caldeira, considerou que, “apesar de nos últimos dias terem havido bons exemplos de aviso e alerta às populações, os mecanismos não estão rotinados”, considerando que “há um longo c aminho a percorrer ao nível da prevenção e do sistema de alerta”.

A Lusa contactou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, mas até ao momento não foi possível obter qualquer reacção.