Vilamoura tem ponto de carregamento para veículos elétricos

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Vilamoura já tem a funcionar um novo hub de carregamento de veículos elétricos da rede de MOBI.E, para 18 viaturas em simultâneo.

São já 125 os pontos de carregamento para veículos elétricos da rede de MOBI.E existentes no concelho de Loulé, uma aposta numa rede de mobilidade sustentável que ontem ganhou um novo equipamento, com a inauguração, em Vilamoura, de um dos nove hubs do país localizados em cidades selecionadas pela dinâmica que têm mostrado nesta área.

Este hub, que resulta do protocolo específico estabelecido entre a empresa pública MOBI.E e o município de Loulé, é constituído por um posto de carregamento ultrarrápido (com potência de 150 kW), três postos de carregamento rápido (com potência de 50 kW), cinco postos de carregamento normal (com potência de 22 kW) e um posto de transformação, permitindo o carregamento simultâneo de 18 veículos.

Trata-se de uma iniciativa financiada pelo Fundo Ambiental e inserida no Programa de Estabilização Económica e Social promovido pelo governo.

O conjunto dos nove hubs espalhados pelo país significa um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros.

«Loulé é uma cidade parceira há já muitos anos e tem sido uma cidade altamente dinâmica na questão da mobilidade elétrica. É um dos municípios com uma das redes mais alargada do país, fruto da política ativa que tem sido desenvolvida pelas entidades locais», disse, durante o momento inaugural, Alexandre Vieira, administrador da MOBI.E, a empresa que tem como principal missão ser a entidade gestora da rede de mobilidade elétrica nos termos da legislação nacional.

É a entidade que trata a informação, centrada num modelo que permite que qualquer pessoa com um cartão de carregamento possa carregar em qualquer ponto do país, desde que este seja de acesso público.

No caso de Vilamoura, a Kilometer Low Cost (KLC) é o parceiro na exploração do equipamento, concessionado através de concurso público.

O hub localiza-se junto às instalações da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Inframoura, numa zona residencial, e é com base nestas características que o operador pretende iniciar aqui um novo modelo de preços, que passa por fixar valores diferentes durante o dia e durante a noite, neste último caso mais vantajosos para quem aqui vive.

«Para nós não é importante somar pontos, mas sim que esses pontos sejam utilizados. A minha expetativa é que este hub esteja permanentemente em funcionamento», explicou Pedro Nunes, responsável da KLC, maior operador no retalho, com postos nos principais hipermercados, e que «apresenta tarifários diferentes conforme o parceiro e o local».

Da parte do município, Vítor Aleixo disse ser este «mais um passo numa política de mobilidade ambientalmente correta, a mobilidade que interessa aprofundar no futuro».

Para o autarca, este hub será importante para responder à procura crescente que se tem registado já que, também no concelho de Loulé, «há cada vez mais pessoas a trocarem o seu veículo a gasóleo e a gasolina por veículos que se movem a partir de energia elétrica».

E numa altura em que o município está «cada vez mais fixado em andar depressa no que respeita à política climática e de sustentabilidade ambiental», a mobilidade ciclável, a arborização do espaço público urbano e a boa gestão da água para consumo humano são algumas das áreas de intervenção, que contam com a estreita articulação com todos os segmentos da sociedade.

Por exemplo, no que respeita à mobilidade ciclável, Vítor Aleixo adiantou que existem «enormes projetos, que passam pela aquisição de novas bicicletas, bem como a criação de novas ciclovias e vias partilhadas.

A mobilidade elétrica tem estado a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, e como apontou o responsável da MOBI.E, «há 18 meses consecutivos que todos os meses é batido o recorde do número de utilizações na rede de energia consumida».

As expectativas são as de que, em 2023 «o crescimento se acentue e que a mobilidade elétrica venha a ser cada vez mais uma opção para os condutores».