Segunda fase da Central Fotovoltaica de Pereiro em consulta pública

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Segunda fase da Central Fotovoltaica de Pereiro, em Alcoutim, está em processo de consulta Pública.

O projeto é da responsabilidade da empresa Galp Parques Fotovoltaicos de Alcoutim, Lda, que assume a qualidade de proponente.

A área destinada à nova central fotovoltaica localiza-se na União das freguesias de Alcoutim e Pereiro, com um total de cerca de 18,0 hectares.

Ficará instalada numa área contígua à Central Fotovoltaica do Pereiro (da Galp) que se encontra atualmente em fase de construção.

Fará ligação ao Posto de Corte e Seccionamento da Central Fotovoltaica de Pereiro já licenciada, através de cabos de média tensão (30 kV) enterrados em vala.

A partir do Posto de Corte e Seccionamento, será feita a interligação à Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), através de uma Linha Elétrica a 30 kV (em construção) de ligação à Subestação da Central Fotovoltaica de Viçoso e, a partir daí, através da Linha Elétrica Viçoso-Tavira, a 150 kV, a qual já se encontra licenciada e em construção.

Esta segunda fase nasce com o intuito de aproveitar recurso Sol, o qual pode, no momento atual e com o correto dimensionamento, ser competitivo em termos de mercado e contribuído ainda para as metas do país para integração de renováveis na produção de energia e descarbonização da economia.

O projeto consiste na instalação de uma central fotovoltaica de 10,2 MWp de potência de pico a instalar que aproveita a energia solar, utilizando tecnologia fotovoltaica tradicional (painéis fotovoltaicos) sobre uma estrutura fixa.

Estima-se uma produção energética anual média de 17,1 GWh/ano. O investimento associado a este Projeto é de cerca de 4,5 milhões de euros.

Prevê-se que seja construída em três meses, e estima-se que tenha uma vida útil de 30 anos.

A área de implantação do central localiza-se nas imediações da Estrada Nacional (EN) 124, que liga a localidade de Martim Longo à localidade de Pereiro.

A Central Fotovoltaica é basicamente constituída por um gerador solar de corrente contínua, inversores que convertem esta corrente em alternada, transformadores elevadores de tensão, assim como toda a cablagem, equipamentos de comando, corte, proteção e medição.

Terá ainda outros sistemas auxiliares que garantirão o funcionamento da mesma: o seu próprio fornecimento de energia, o sistema de vigilância e segurança e o sistema de monitorização.

As estações fotovoltaicas (duas no total) são postos de conversão de energia equipados com inversores, equipamento de proteção de média tensão e transformador de potência instalados em contentores metálicos pré-fabricados.

Todo o recinto da instalação estará protegido por uma vedação de dois metros de altura em rede malha quadrada.

No interior do recinto executar-se-á um caminho que permite o acesso de veículos aos painéis fotovoltaicos e estações fotovoltaicas.

Este caminho de terra batida terá quatro metros de largura. Os painéis fotovoltaicos (num total de 17.864) serão instalados sobre uma estrutura metálica fixa composta por perfis perfilados interligados a uma viga contínua, que é apoiada numa série de pilares, que serão os suportes da estrutura e o meio de fixação ao solo.

O processo pode ser consultado no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aqui.