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O Bloco de Esquerda (BE) de Faro apoia a greve climática e pediu ontem, sexta-feira, 20 de setembro, a declaração de estado de Emergência Climática no município.

«A humanidade enfrenta uma das mais graves crises com que se deparou na sua história. As alterações climáticas de origem antropogénica causadas pela queima de combustíveis fósseis, pela redução da quantidade e diversidade do coberto vegetal e pela degradação dos ecossistemas marinhos, não são um hipotético cenário futuro, mas sim uma catástrofe que se vai manifestando um pouco por todo o globo», justifica o BE em nota enviada à imprensa.

«Nada voltará a ser como era. Não havendo possibilidades de reversão da tragédia a curto ou a médio prazo, somos chamados a agir de forma imediata de modo a mitigar os efeitos das alterações climáticas e quebrar a cadeia de ações e comportamentos que potenciam o processo de aquecimento global», diz aquela força política.

«Seguro de que não há planeta B, o Bloco de Esquerda de Faro saúda e apoia a greve climática mundial que em Portugal terá lugar no próximo dia 27 de setembro, sexta-feira, e apela à participação na concentração de Faro, nesse mesmo dia às 17 horas, na rotunda do hospital».

Além da convocatória, o BE «pede aos autarcas a declaração do município de Faro em Estado de Emergência Climática».

O Bloco de Esquerda de Faro «compromete-se e insta as cidadãs e os cidadãos, as demais forças políticas e os órgãos autárquicos das freguesias e do concelho de Faro a comprometerem-se com a agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável tomando-a como sua».

O partido pede ainda à sociedade que se identifique com «o plano intermunicipal de adaptação às alterações climáticas da AMAL, e a implementação da estratégia nacional para a alterações climáticas para tornar o território do Município de Faro neutro em carbono até 2030».