VILA VITA Parc nunca fechou portas mesmo no pico da pandemia

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VILA VITA Parc, resort de luxo nos Alporchinhos, concelho de Lagoa, manteve sempre as porta abertas e a equipa ocupada, mesmo nos piores momentos da pandemia, segundo conta o diretor-geral Kurt Gillig.

Foi um cenário terrível. As Fronteiras fechadas, quase ausência de voos e o confinamento obrigatório paralisaram mais ainda a hibernante hotelaria algarvia na época baixa.

Houve, no entanto, pelo menos, uma exceção, explica Kurt Gillig, diretor-geral do resort VILA VITA Parc, em Lagoa.

«Tivemos a experiência do ano passado, quando fechámos durante três meses, entre o final de março e meados de junho, durante o primeiro confinamento. Em 28 anos de história, foi a primeira vez que encerramos durante tanto tempo. Encerrar tudo foi relativamente fácil, mas reabrir e reiniciar a máquina de novo, foi um desafio», diretor-geral Kurt Gillig.

«Como é uma situação inédita, não tínhamos um manual de instruções para nos dizer o que fazer nem como. Tivemos de treinar toda a equipa de acordo com as novas regras de segurança da Direção-Geral de Saúde, readaptamos todas as rotinas e métodos do nosso trabalho e tivemos que repensar toda a estratégia de marketing dirigida para o mercado doméstico. Definimos o alvo da nossa comunicação e a verdade é que resultou bem, apesar das circunstâncias».

Kurt Gillig.

«Desta vez, quando o governo anunciou o segundo confinamento, no final de janeiro, sentimos que manter as portas abertas aos hóspedes, apesar das limitações nos serviços, seria uma melhor solução que encerrar de novo. Sabíamos que iríamos acolher clientes que fogem das regiões mais frias da Europa. Claro, na altura, não desconhecíamos que isto se arrastaria por dois meses. No entanto, aproveitamos a ocupação baixa para fazer obras, manutenção e renovações. Fechamos algumas partes do alojamento para poupar custos e reservámos as residências da frente mar para os nossos hóspedes», conta.

«À exceção de dois ou três dias durante o inverno de 2021, em que não tivemos qualquer hóspede, e que na realidade, foi muito estranho, conseguimos quase sempre ter ocupação», detalha. Mas os que vieram, sabiam o que queriam: as paisagens, os jardins, a praia e a tranquilidade de um ambiente seguro. Piscina e Spa, por motivos sanitários, foram interditos.

Em bom rigor, VILA VITA Parc nunca fecha na época baixa.

«Nesse sentido, nada mudou. A diferença foi a muito baixa ocupação. Num inverno dito normal, temos clientes habitais, grupos e golfistas. Em relação aos postos de trabalho, mantivemos a equipa executiva, alguns operacionais para servir os hóspedes e toda a força de manutenção, incluído jardineiros, contabilidade e recursos humanos».

Ainda assim, foi preciso alguma flexibilidade. «Servimos refeições aos quartos, com uma seleção de pratos dos nossos restaurantes, que desta forma puderam continuar a trabalhar, assim como os bares. Às vezes até servimos cocktails. Eu penso que os hóspedes apreciaram esta atenção e este serviço especial, dadas as circunstâncias».

Na opinião de Kurt Gillig, as autoridades portuguesas tomaram as medidas adequadas. «Dados os investimentos significativos que a industria hoteleira fez para se adaptar e implementar a normas de segurança sanitária, penso que alguns equipamentos poderiam ter continuado abertos aos hospedes, de forma a garantir continuidade do negócio neste sector».

Mas no que toca às outras valências do grupo, algumas soluções criativas, tiveram bastante sucesso. O Biergarten manteve-se aberto em regime de take-away e em dezembro último foi lançado o serviço especial Home and Away, que leva o melhor da gastronomia do resort à casa dos clientes.

«É verdade, tem sido um enorme sucesso no mercado residencial do Algarve. Acredito que conseguimos preencher um nicho, com uma oferta diferenciada de qualidade e serviço que não estava preenchido. Tem sido tão bem acolhido que vamos continuar», garante. Aliás, há novidades na calha.

«Desde o lançamento já alargámos o menu e acrescentámos uma lista de vinhos escolhida a dedo e de até de charutos. Estamos a entregar experiências em ocasiões especiais, com aniversários, ou o nosso B2 Bruch aos domingos. Também estamos a complementar esta experiência com ofertas das nossas lojas V-Life», diz.

Em relação ao futuro, a pandemia não travou quaisquer planos. «Não. Para ser sincero, até nos permitiu dedicar mais tempo e recursos para pressionar projetos que estão em andamento e para desenvolver novos. Por exemplo, a nova V-Club disco, duas novas villae de luxo, um renovado programa de fidelização», só para citar algumas das novidades. Por fim, o diretor-geral aponta as lições que tirou durante esta tempestade que ainda abala o mundo.

«Se há uma coisa que todos aprendemos é que nada é garantido e é difícil fazer previsões. Em relação à época de 2021, sentimos que a procura começa a crescer, devagar, sobretudo para o final do verão, início do outono, por parte dos principais mercados como o Reino Unido e a Alemanha. Tudo dependerá da evolução da pandemia. O pior cenário é se o Algarve voltar a ficar na zona vermelha para os viajantes», conclui.