Turismo do Algarve quer ajudar a integrar refugiados ucranianos

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Objetivo do Turismo do Algarve é ajudar a criar oportunidades de trabalho nas áreas operacionais da hotelaria algarvia, onde há mais falta de recursos humanos.

De cozinheiros a empregadas de andar, e sobretudo nas áreas mais operacionais, há uma grande falta de mão de obra naquela que é a principal indústria da economia do Algarve.

A vaga de refugiados da Ucrânia poderá ser uma oportunidade para integrar estas pessoas no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, colmatar as falhas, segundo explicou aos jornalistas João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, ontem, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

«Fomos das primeiras entidades a trabalhar neste objetivo», disse.

No dia 24 de fevereiro, «começámos logo a trabalhar com a Segurança Social Regional e com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para direcionar ofertas de trabalho que estão a crescer. Trabalhámos com o sector para perceber qual o perfil de candidatos, mas temos de nos lembrar que quem foge de uma guerra, primeiro precisa de conforto, segurança e legalização», afirmou.

Para isso, «a região está a trabalhar em articulação com várias organizações do Alto Comissariado para as Migrações, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da Segurança Social. Até porque muitas pessoas trazem dependentes a cargo, sejam idosos ou crianças, e é preciso respostas sociais. Alguém que tem filhos menores a cargo, não pode ir trabalhar até conseguir a paz de espírito para esse efeito».

«É preciso habitação que acolha essas pessoas. Foram estas as matérias que trabalhámos primeiro e já temos ofertas concretas. Sabemos que temos um reconhecimento da boa qualidade de recursos humanos da Ucrânia. Temos a segunda maior comunidade de ucranianos de Portugal, que é no Algarve. Portanto, têm uma boa rede para se integrarem», garantiu.

Por fim, João Fernandes assegurou que o Turismo do Algarve quer «muito ajudar. Aliás, primeiro, o mais importante é acolher estas pessoas, com todas as oportunidades que temos para uma integração plena e com oportunidades de emprego. E, felizmente, temo-las em muito maior volume do que aquilo que deverá ser a procura».