Trabalhadores da Quinta do Lago e da Oura avançam com greves

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Em causa, falta de condições, sobrecarga de trabalho e repressão por parte do patronato.

Os trabalhadores do Clube Praia da Oura e do Oura Praia Hotel, do Grupo MGM Hotels & Resorts, em Albufeira, decidiram em plenário, no sábado, dia 15, avançar para a greve no sábado, dia 29 de junho.

Em comunicado enviado à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve diz que «tem vindo a apresentar propostas e soluções para resolver os problemas dos trabalhadores, mas a administração continua a recusar aumentos salariais em 2019».

Além disso, aquela gerência «não resolve a falta de condições de trabalho e mantém uma sobrecarga de trabalho devido ao insuficiente número de trabalhadores nas secções».

«Com esta atitude os patrões prejudicam os trabalhadores mas também o futuro deste sector na região. Para um turismo de qualidade é imprescindível os trabalhadores serem valorizados e serem lhes garantidas boas perspectivas de futuro», sublinha o Sindicato da Hotelaria.

Por isso, «os trabalhadores exigem aumentos salariais justos desde 1 de janeiro deste ano e que a administração acolha as propostas e sugestões já apresentadas várias vezes que já teriam permitido resolver ou, pelo menos, minorar os principais problemas sentidos pelos trabalhadores, como a perda de poder de compra, a redução do quadro de pessoal e a falta de materiais e produtos».

O Sindicato da Hotelaria do Algarve apela também a todos os trabalhadores do Clube Praia da Oura e do Oura Praia Hotel «para se sindicalizarem e participarem nesta importante jornada de luta param darem mais força às suas justas reivindicações».

Apela também a todos os visados «para se juntarem aos piquetes de greve para darem visibilidade pública ao protesto».

O Sindicato da Hotelaria do Algarve «considera inadmissível a continuada falta de resposta da administração» do Clube Praia da Oura e do Oura Praia Hotel, do Grupo MGM Hotels & Resorts, em Albufeira, «às justas reivindicações dos trabalhadores, que não só pretendem melhorar as suas condições de trabalho e de vida mas também visam melhorar a qualidade do serviço prestado aos turistas».

«Com esta atitude os patrões prejudicam os trabalhadores mas também o futuro deste sector na região. Para um turismo de qualidade é imprescindível os trabalhadores serem valorizados e serem lhes garantidas boas perspectivas de futuro», sublinha o Sindicato da Hotelaria.

Greve na Quinta do Lago

Também os trabalhadores do Golfe da Quinta do Lago vão fazer greve na sexta-feira, dia 28 de junho.

«Os trabalhadores exigem o fim da repressão e a retirada dos processos disciplinares que a administração decidiu instaurar aos trabalhadores por estes se terem recusaram a trabalhar no passado dia 10 de maio, porque queriam falar com os Recursos Humanos da empresa, solicitação que já tinha meses e à qual a empresa ainda não deu resposta positiva», informa o Sindicato da Hotelaria.

Além disso, os trabalhadores «exigem a regularização dos horários de trabalho, o aumento dos salários e a reposição do pagamento dos feriados e folgas trabalhadas com um acréscimo de 200 por cento e as horas extras com acréscimo de 100 por cento».

O Sindicato da Hotelaria do Algarve exorta todos os trabalhadores do Golfe da Quinta do Lago a «aderirem à greve e a sindicalizarem-se para reforçarem a sua organização e unidade no local de trabalho, dando assim também mais força ao sindicato para continuar a luta por uma vida digna para todos os trabalhadores».