Sindicato e PCP preocupados com despedimentos no Hospital de Faro

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O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve tomou conhecimento, «com espanto e preocupação» que o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), «está a despedir trabalhadores no serviço de alimentação do Hospital de Faro».

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve tomou conhecimento, «com espanto e preocupação» que o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), entidade pública tutelada pelo Ministério da Saúde, que detém a concessão do serviço de alimentação nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da região, «está a despedir trabalhadores, nomeadamente, no serviço de alimentação do Hospital de Faro, alguns a prestar serviço naquela unidade hospitalar à vários anos».

Segundo aquela força sindical, «algumas empregadas de distribuição personalizada, que fazem a distribuição das refeições aos doentes e que têm vínculos de trabalho precários, mas que são essenciais ao funcionamento daquele serviço, estão a ser confrontadas com comunicações do SUCH para fazer cessar os seus contratos».

Esta situação «é incompreensível em qualquer altura, mas ainda mais no atual momento de combate à atual epidemia causada pela COVID-19, quando estes serviços já se encontravam em grandes dificuldades devido ao número insuficiente de trabalhadores necessários para responder às necessidades dos utentes e profissionais e aos direitos dos trabalhadores», lê-se na nota enviada à redação do barlavento.

O sindicato já está a acompanhar a situação e a dar apoio a estas trabalhadoras, nomeadamente, no plano jurídico.

Além disso, o irá «pedir explicações sobre esta situação inaceitável às administrações do SUCH e do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, bem como ao governo».

Por seu turno, o Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), já pediu esclarecimentos acerca desta situação à ministra da Saúde Marta Temido.

Os deputados Diana Ferreira, João Dias e Paula Santos, consideram «se a dispensa de trabalhadores que são necessários e que ocupam há anos postos de trabalho efetivos em serviços carenciados já seria inaceitável, é ainda mais incompreensível dispensar estes trabalhadores quando o país atravessa um momento em que se exige a máxima mobilização no combate à atual pandemia».

«Estes serviços de alimentação já se encontravam em grandes dificuldades devido ao número insuficiente de trabalhadores de que dispõem para responder às necessidades dos utentes e dos profissionais, bem como o respeito pelos seus direitos, confrontados com uma redução ainda maior do número de trabalhadores no SUCH pode estar comprometido o regular funcionamento do serviço e a sua qualidade».