Sindicato diz que Grupo Dom Pedro «despede e não paga alimentação»

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Grupo tem unidades em Vilamoura e Lagos.

«O Grupo Dom Pedro Hotels & Golf Collection está a comunicar, aos trabalhadores com contratos a termo incerto, a intenção de fazer caducar os vínculos sem qualquer justificação, embora esteja a ser dito aos trabalhadores que tal deve-se à situação causada pelo novo coronavírus COVID-19». Esta é a denuncia que o Sindicato da Hotelaria do Algarve faz hoje, quarta-feira, 15 de abril, em comunicado enviado ao «barlavento».

Além disso, segundo esta unidade sindical, «os trabalhadores ainda não receberam o subsídio de alimentação do mês de Março que lhes costuma ser pago através de cartão refeição».

O sindicato considera que «estes despedimentos são ilegais devido à falta de fundamentação e por considerar que estes contratos a termo incerto só servem para iludir a contratação sem termo e, por isso, já pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho».

Este é «mais um exemplo do que está a acontecer em toda a região algarvia devido à falta de medidas do Governo para proteger o emprego, nomeadamente, o que o sindicato vem exigindo desde o início do surto epidémico – a proibição de todos os despedimentos e a criação de um fundo especial para garantir o pagamento dos salários nas situações em que as empresas se encontrem verdadeiramente em crise», explica a direção.

Esta situação deixa bem claras «as consequências negativas para os trabalhadores da precariedade existente no sector e no país e reforça ainda mais a justeza da exigência do combate à precariedade levado a cabo nos últimos anos pela CGTP-IN e pelos seus sindicatos», afirma o Sindicato da Hotelaria do Algarve, que deixa ainda um apelo aos trabalhadores «para resistirem à ofensiva patronal em curso e para se juntarem ao sindicato, pois só unidos em torno do seu sindicato de classe os trabalhadores conseguirão defender o emprego e os direitos».