Sindicato acusa Dom Pedro Hotels de «limitar liberdade sindical»

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Segundo o sindicato, «esta foi a segunda vez que a empresa se ingeriu no direito à atividade sindical».

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve denunciou um «impedimento do grupo Dom Pedro Hotels & Golf Collection na realização de um plenário de trabalhadores que a estrutura tinha programado» para ontem, dia 9 de novembro, no campo de golfe Dom Pedro Old Course, em Vilamoura.

Segundo a estrutura sindical, «a empresa alega razões de organização de serviço, e segurança da operação para impedir a realização do plenário naquela unidade do grupo» turístico.

A empresa «disponibilizou um outro local para a reunião mas no campo de golfe Dom Pedro Victoria, que fica distante do Dom Pedro Old Course, o que dificultaria os trabalhadores deste estabelecimento de participar na reunião».

Os dirigentes e as delegadas sindicais do Dom Pedro não percebem «os motivos apresentados pela empresa, pois o plenário era para se realizar ao ar livre, onde estariam asseguradas todas as recomendações e orientações da Direcção-Geral de Saúde, e a realização do mesmo não comprometeria o normal funcionamento da atividade do estabelecimento em causa».

«Esta foi a segunda vez que a empresa se ingeriu no direito à atividade sindical na empresa e na autonomia das associações sindicais, direitos consagrados na legislação laboral e na Constituição da República Portuguesa, pois o último plenário realizado no Dom Pedro Pinhal, no passado dia 21 de Outubro, também foi interrompido por um dos representantes da empresa», acusa o Sindicato da Hotelaria do Algarve, que «condena veemente esta postura antidemocrática e ilegal da administração do grupo Dom Pedro Hotels & Golf Collection» e afirma que «não irá ceder às pressões da direção da empresa, nem irá abdicar de recorrer a todos os meios ao seu alcance para informar os trabalhadores dos seus direitos».

A estrutura sindical algarvia apela «a todos os trabalhadores do grupo para não se deixarem intimidar e para se organizarem em torno do seu sindicato de classe, para defenderem os seus direitos e lutarem por melhores condições de trabalho e de vida a que têm direito».