Safra da Sardinha prevista para começar a 10 de maio

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Data para o início da pesca do cerco não foi consensual mas deverá manter-se para o início da segunda semana de maio. No geral, a quota da safra da sardinha (Sardina pilchardus) não deverá ultrapassar as 30 mil toneladas.

A reunião da comissão de acompanhamento da pesca da sardinha, órgão de consulta e de aconselhamento para a gestão da pescaria, e que integra representantes dos sectores da produção, da indústria de transformação (conservas e congelação), dos comerciantes, dos sindicatos, da Docapesca, do IPMA, e das organizações não governamentais, associações de produtores, armadores e pescadores, que teve lugar dia 21 de abril, ainda não resolveu todas as diferenças.

O principal ponto de discórdia prendeu-se com o número de lotas a realizar; enquanto as entidades governamentais desejam três dias de safra por semana, em maio e junho, os pescadores não abdicam das cinco lotas semanais.

O barlavento teve acesso à proposta apresentada pela ANOPCERCO (Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pescado Cerco), que a maioria das associações associadas aprova, e que, em princípio, deverá ser aceite pela tutela, com alterações mínimas.

O alvo é a captura máxima de 450 quilos diários de petinga, para desincentivar a sua captura, protegendo os juvenis.

Aliás, esta tem sido sempre a posição da ANOPCERCO.

A proposta defende ainda um primeiro período de atividade até às zero horas do dia 5 de junho, com as seguintes capturas máximas diárias: embarcações com comprimento de fora a fora igual ou inferior a nove metros pescam 990 quilos (44 cabazes, quando aplicável); as embarcações com comprimento de fora a fora superior a nove metros e inferior ou igual a 16 metros pescam 1.980 quilos (88 cabazes, quando aplicável).

Por fim, as embarcações com comprimento de fora a fora superior a 16 metros pescam 2.970 quilos (132 cabazes, quando aplicável).

Foram ainda apresentadas algumas posições que apontam para um limite de 3.735 quilos (166 cabazes, quando aplicável) para embarcações com comprimento superior a 16 metros, a partir de 5 de junho, sujeitos à avaliação dos resultados obtidos no mês de maio e aos limites definitivos que vierem a ser definidos pelo ICES (Conselho Internacional para a Exploração do Mar).

Haverá uma nova reunião entre os dias 31 de maio e 2 de junho, para definir esses parâmetros. No geral, a quota não deverá ultrapassar as 30 mil toneladas, distribuídas igualmente por três períodos: maio e junho, julho e agosto, setembro a novembro. Tudo dependerá, contudo, dos níveis do stock ao longo do período de safra.