Rolo pede esforços à RTA «para mitigar as consequências» da falência

  • Print Icon

O presidente da Câmara de Albufeira está preocupado com o colapso da Thomas Cook que hoje cessou todas as operações e pede ao Turismo do Algarve esforços para «mitigar as consequências» da falência do operador britânico.

Para José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, o colapso do operador Thomas Cook é «bastante preocupante» e uma notícia «negativíssima para um destino que vive muito do turismo».

«Depois da falência de outras companhias, como a Monarch e a Air Berlin, este é mais um problema complexo, a juntar ao Brexit», disse ao «barlavento».

«Este tipo de situações não está, claro, fora do âmbito e competências das autarquias, mas não é fácil, só por nós, fazermos alguma coisa. O Turismo do Algarve deve analisar a situação, e em conjunto com as Câmaras estudar alguma possível solução para mitigar as consequências desta falência».

O «barlavento» também já contactou a Região de Turismo do Algarve (RTA) e aguarda uma reação por parte do presidente João Fernandes, que também dirige a Associação Turismo do Algarve (ATA), entidade responsável pela promoção do destino nos mercados internacionais.

A Thomas Cook suspendeu hoje todas as operações depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a continuação das operações.

Estima-se que 600 mil turistas que contratualizaram férias com a empresa, ficam agora com o futuro imediato incerto.

«Apesar dos esforços consideráveis, as discussões entre as diferentes partes interessadas do grupo e de novas fontes de financiamento possíveis, não resultaram em acordo», apontou o operador turístico britânico em comunicado.

«Desta forma, o Conselho de Administração concluiu que não tinha escolha, a não ser tomar medidas para entrar em liquidação com efeito imediato».