REN mostrou medidas de prevenção dos incêndios rurais em Loulé

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REN – Redes Energéticas Nacionais deu a conhecer à autarquia de Loulé, no terreno, várias medidas preventivas de incêndios rurais, como a execução de faixas de gestão de combustível da rede secundária – que no concelho corresponde aproximadamente a 215 hectares – e a cedência de viaturas para vigilância.

Os responsáveis da empresa, acompanhados pela vereadora Heloísa Madeira, pela presidente da Junta da União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim, Margarida Correia, e por elementos da Proteção Civil de Loulé, explicaram as ações que têm sido levadas a cabo em termos de responsabilidade ambiental nas áreas onde se encontram instaladas linhas elétricas e gasodutos afetos à concessão da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade e da Rede Nacional de Transporte de Gás Natural, um pouco por todo o país, e em que o concelho de Loulé não foge à regra.

Este trabalho que os responsáveis da REN consideram ser «relevante na prevenção contra os incêndios rurais», permitindo acautelar eventuais ocorrências, tem sido feito em conjunto com os municípios onde se encontram instalados os equipamentos, bem como com a ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e com o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Em Loulé, desde 2019, a REN executou mais de 100 hectares em faixas de gestão de combustível. Só em 2020 foram limpos 60 hectares de terreno, prevendo-se uma intervenção em mais 80 hectares ao longo deste ano.

No Algarve, em 2020, esta ação atingiu os 520 hectares, mas em 2021 a empresa prevê também fazer a limpeza de cerca de 250 hectares.

Como adiantaram os representantes da REN, «uma vez que a limpeza é efetuada em terrenos de particulares, torna-se necessário um contacto com os proprietários antes de qualquer intervenção. Para se ter uma noção da dimensão deste trabalho, só em 2020, foram contactados 31.093 proprietários».

Ainda neste âmbito, a entidade tem a funcionar, na época de incêndios rurais, um Plano de Prevenção, Alerta e Atuação, que se aplica a todas as atividades operacionais e locais de atuação. A sua implementação tem por base o nível de prontidão dos meios da ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil) definido anualmente no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.

«Esta visita veio enfatizar aquilo que já sabíamos, a relevância da ação realizada pela REN em prol da defesa da nossa floresta, no cumprimento da sua responsabilidade social, numa área de grande importância ambiental. É uma entidade privada empenhada em promover as boas práticas no território onde opera e que, neste caso, está alinhada com o município no cumprimento da sua política de salvaguarda ambiental, de proteção da floresta e das aldeias que se encontram nas chamadas zonas de risco e das suas populações. A REN é, pois, mais um elemento que vem reforçar o dispositivo municipal na componente preventiva», sublinha Heloísa Madeira, vereadora do Município de Loulé.

Depois dos responsáveis da empresa de redes energéticas terem dado a conhecer um projeto de plantação de medronheiros junto dos proprietários de terrenos atravessados pelos corredores das linhas de transporte de energia, no norte do país, Heloísa Madeira deixou o repto para que «o mesmo seja replicado em Loulé, enquadrado também no recente protocolo firmado com o ICNF que tem por meta a plantação de 400 mil árvores nos próximos cinco anos» neste concelho.

A ideia é «promover a biodiversidade e a proteção ambiental através de uma lógica de gestão multifuncional das áreas intervencionadas, transformando-as em parte integrante dos ecossistemas, ao mesmo tempo que se dá ênfase às potencialidades socioeconómicas desta espécie», explica a vereadora.

Atualmente a REN é responsável pela limpeza de mais de 21 mil hectares de floresta em todo o país.