Qualidade de ouro 2021 atribuída a quatro praias de Olhão

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Qualidade de ouro 2021 está atribuída a quatro praias do concelho de Olhão.

As praias olhanenses Armona Mar, Armona Ria, Fuseta Mar e Fuseta Ria voltaram a conquistar este ano a distinção «Praia Qualidade de Ouro 2021». É a prova de que as suas águas têm tido qualidade «excelente» nos últimos cinco anos.

A região do Algarve apresenta a maior subida em número de areais que este verão vão hastear as suas bandeiras douradas.

Em Olhão, para além desta, que garante a qualidade excecional da água balnear, serão também hasteadas as bandeiras Azul da Europa e Praia Acessível. Haverá ainda duas praias com mastros e torres de vigia e duas com moto 4×4 e desfibrilhador.

A poucos dias da abertura da época balnear, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, apresentou hoje a listagem de atribuições do galardão Qualidade de Ouro 2021, que distingue a qualidade da água balnear das praias portuguesas, mantendo-se Olhão com os galardões que já exibira na época balnear passada.

De acordo com os critérios definidos em 2021, explicou a Quercus, para receber a classificação de «Praia com Qualidade de Ouro» têm de ser respeitados alguns parâmetros, nomeadamente a qualidade da água «excelente» nas últimas cinco épocas balneares (de 2016 a 2020), além de na última época balnear não ter ocorrido qualquer tipo de ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia.

Também todas as análises realizadas na época balnear de 2020 devem ter resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares.

Isto é, para águas costeiras e de transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100ufc/100ml (unidade formadora de colónias/mililitro) para os enterococos intestinais e inferiores a 250ufc/100ml para a Escherichia coli; e para águas interiores, 200ufc/100ml e 500ufc/100ml, respetivamente.

Os dados utilizados nesta avaliação baseiam-se na informação pública oficial, tendo em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes administrações regionais hidrográficas.

Para a época balnear de 2021 a Quercus identificou 391 praias com Qualidade de Ouro em Portugal, mais 5 do que em 2020. Das praias galardoadas, 329 são praias costeiras, 51 são praias interiores e 11 são praias de transição.

Destaca-se, este ano, o aumento de praias Qualidade de Ouro no Algarve (mais 17 galardões), o que representa uma subida de cerca de 18 por cento. A região do Algarve foi a segunda com mais galardões atribuídos (93) a nível nacional.

Segundo uma portaria publicada em 14 de maio em Diário da República, a época balnear pôde começar em 15 de maio e os municípios podem estendê-la até 15 de outubro. O governo já anunciou que a maioria dos concelhos optou por iniciá-la em 12 de junho.

À semelhança do ano passado, foram estabelecidas pelo governo, no contexto de pandemia, as regras para o acesso às praias e zonas balneares neste verão: um diploma publicado em 19 de maio regula o acesso, a ocupação e a utilização das praias de banhos com o intuito de prevenção, contenção e mitigação da transmissão da infeção por COVID-19, e aplica-se também, «com as necessárias adaptações, à utilização das piscinas ao ar livre».

Um dado novo em relação ao ano passado é que o diploma estabelece coimas para quem não cumpra as regras, que vão de 50 a 100 euros, para pessoas singulares, e de 500 a 1.000 euros, no caso de pessoas coletivas.

Entre as regras estabelecidas (e cujo incumprimento está sujeito a coimas) está o uso de máscara nos acessos à praia e na utilização dos apoios, restaurantes ou instalações sanitárias, a prática de desportos não individuais, o incumprimento do distanciamento social entre pessoas e grupos, nomeadamente no areal, e o incumprimento das regras para circular nos acessos, passadeiras e paredões.

À semelhança do ano passado, a Quercus e o município de Olhão reforçam a necessidade de serem cumpridas, por parte dos banhistas, as regras sanitárias definidas pela Direção-Geral da Saúde quando frequentarem as zonas balneares.

Neste contexto, sugere-se o planeamento prévio das deslocações às praias, no sentido de evitar grandes aglomerados de pessoas.

Ainda no contexto pandémico, apela-se também ao bom comportamento cívico de quem frequentar as praias para que as máscaras descartáveis sejam sempre colocadas nos caixotes do lixo e nunca abandonadas no meio natural.