PSD questiona ausência de atribuição de ventiladores ao Algarve

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Deputados algarvios não compreendem critérios de atribuição do equipamento hospitalar.

Os deputados do Partido Social Democrata (PSD) eleitos pelo Algarve, Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos, manifestaram hoje a sua preocupação por «não terem sido atribuídos ventiladores à região pelo Ministério da Saúde, ainda que até ao dia 11 de abril se tenha verificado a nível nacional um reforço de 225 destes equipamentos».

Nesse sentido, «e após o Partido Socialista ter tornado público um mapa em que aqueles equipamentos, essenciais para o tratamento de doentes COVID-19 em estado mais grave, são atribuídos a todas as regiões do país, exceto ao Algarve», os deputados vão dirigir à Ministra da Saúde um pedido de esclarecimento formal.

Segundo os parlamentares, «esta situação deve ser cabalmente esclarecida pelo Governo, em particular no que diz aos critérios que presidiram à distribuição de materiais como máscaras de proteção e ventiladores».

Segundo o mapa publicado, o Ministério da Saúde «atribuiu ao Algarve o menor número de máscaras (144 mil exemplares), enquanto o Alentejo, por exemplo, recebeu 170 mil exemplares e teve a atribuição de oito ventiladores».

«Per capita, segundo os dados tornados públicos, a região é a que está a receber menos materiais a nível nacional», lamentam os deputados.

«Não colocamos em causa que todas as regiões do país tenham diferentes necessidades de equipamentos, nem queremos fazer disso uma qualquer rivalidade regional, mas é imperioso que os critérios de atribuição sejam transparentes e seja prestada aos cidadãos informação clara sobre os mesmos. Doutro modo, instala-se a desconfiança e nasce o alarme social. Os cidadãos têm dificuldade em perceber que antes da COVID-19 fosse assumido que a região era a que tinha maiores lacunas e que, agora, o reforço de equipamentos não a contemple», sustentam.

«Pela especificidade da sua economia, vocacionada para as atividades relacionadas com o Turismo, o Algarve vai ser uma das regiões mais penalizadas pelas necessárias medidas de quarentena. Acrescem as deficiências estruturais no sistema de saúde pública já existentes na região, pelo que importa assegurar os meios de combate à doença COVID-19, bem como criar confiança nos cidadãos», concluem Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos.