PSD Portimão volta a lamentar conduta de Isilda Gomes na vacinação

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Sociais-democratas reprovam atitude da autarca no processo de voluntariado no Hospital de Campanha da Portimão Arena.

Depois da sessão extraordinária de Assembleia Municipal de Portimão, realizada na segunda-feira, 8 de março, para análise de Moções de Censura à conduta política da presidente de Câmara Isilda Gomes, a concelhia local do Partido Social Democrata (PSD) voltou a colocar em causa o comportamento político da autarca.

As moções, foram chumbadas, mas, na opinião do PSD, «com claro sinal de desaprovação política da atuação da presidente de Câmara, em virtude do voto desfavorável ser apenas do Partido Socialista (PS), com duas abstenções num universo total de 24 votos. Ficou patente a força de desaprovação da oposição política representada em independentes e vários partidos».

Reitera o PSD que «a conduta política de Isilda Gomes prejudicou a imagem da cidade, perturbou o normal funcionamento do Hospital de Campanha montado no Portimão Arena e, sobretudo, afetou o trabalho de médicos, enfermeiros, assistentes, membros de proteção civil e bombeiros, assim como, inequivocamente, afetou a credibilidade do programa nacional de vacinação contra a COVID-19, bem como a seriedade dos grupos de voluntariado em torno da saúde pública».

Para o presidente do PSD/Portimão, Carlos Gouveia Martins, «a conduta política teve a censura pública que está à vista de todos pelas repercussões que teve mas, sobretudo, talvez tenha ficado claro agora o objetivo político em torno da ação. Isto porque o voluntariado que praticamos não se apregoa nem se vende às televisões e aos jornais. Fazemos voluntariado com ímpeto de ajudar o próximo, no silêncio da necessidade de aprovação popular e sem pedir holofotes de uma conduta solidária ou concedendo reportagens. Talvez, como o PS trouxe escrito na Assembleia Municipal (as intervenções de Isilda Gomes e Álvaro Bila fora lidas na totalidade), seja a proximidade eleitoral que afeta as táticas de alguns mas, em Portimão, quem não é político sabe perfeitamente quem jogou com voluntariados e quem respeitou os profissionais de saúde».

Para terminar, faz saber o primeiro subscritor da moção de censura apresentada pelo PSD que «pedi em nome dos subscritores que a cidadã, ou então a presidente de Câmara, visto não se entender a esquizofrenia justificativa do PS que aborda a toma da vacina num papel de cidadã mas, em contrapartida, justifica-a com os feitos alcançados da presidente de Câmara, que Isilda Gomes pedisse desculpa na sessão de Assembleia a Portimão e aos Portimonenses. Ficou claro que rejeitou novamente fazê-lo».

Por isso, o PSD afirma que, «sabendo que o PS apenas se limitou a ler o mesmo documento que em nada justifica as perguntas deixadas sem resposta dos proponentes, que sabendo que se o PS escusa esta matéria totalmente para o papel da cidadã, irá o PSD aguardar serenamente pela não utilização de meios do município ao dispor da presidente de Câmara».