PSD pede esclarecimento «urgente» sobre novo Hospital do Algarve

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O PSD Algarve vem, novamente, pedir ao governo informações sobre o futuro Hospital Central do Algarve, depois de Manuel Pizarro ter anunciado que iria avançar no próximo ano.

Os deputados do Partido Social Democrata (PSD) eleitos pelo Algarve, em nota enviada ao barlavento ao início da tarde desta sexta-feira, 2 de dezembro, informam que «pretendem um esclarecimento claro e urgente sobre o futuro do Hospital Central do Algarve, agora que são cada vez mais notórias as diferenças» entre o governo e o Partido Socialista (PS).

De acordo com a força política, Manuel Pizarro, ministro da Saúde «anunciou recentemente, no Parlamento, que o novo Hospital Central do Algarve iria avançar em 2023, o que nos deixou com alguma esperança, no entanto o que vemos é o PS a chumbar qualquer iniciativa que vise um compromisso nesse sentido».

Os sociais democratas apresentaram uma proposta no Orçamento do Estado (OE) para que, «no primeiro semestre do próximo ano, o governo lançasse uma parceria público-privada para a construção deste novo equipamento, uma proposta que mereceu o voto contra do PS».

Nesse sentido, o PSD Algarve, questiona: «em quem devem os algarvios acreditar? No governo que promete ou no PS que recusa?».

O PSD Algarve vem, novamente, pedir ao governo informações sobre o futuro Hospital Central do Algarve, depois de Manuel Pizarro ter anunciado que iria avançar no próximo ano. 
Ofélia Ramos, Luís Gomes e Rui Cristina.

Os deputados Luís Gomes, Rui Cristina e Ofélia Ramos «lamentam, uma vez mais, que para o executivo e para o PS, o Hospital Central do Algarve não seja um tema de concórdia, deixando milhares de algarvios sem acesso a cuidados de saúde dignos e de proximidade».

E acrescentam: «o investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem vindo a cair e os dados da execução orçamental são disso exemplo. Entre janeiro e outubro deste ano, o governo investiu apenas 140,4 milhões de euros, cerca de 23,8 por cento dos 589 milhões orçados para 2023».

O atual estado do SNS, «com falta de médicos, encerramentos constantes de serviços hospitalares e listas para consultas e cirurgias que ultrapassam os 365 dias, não se compactua com a política deste governo que não cumpre as metas fixadas no OE para 2022 e deixa por investir, na reta final do ano, cerca de 400 milhões de euros», concluem em comunicado.