PROTOIRO não desiste de procurar solução para touradas em Albufeira

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A PROTOIRO, Federação Portuguesa de Tauromaquia considera que «existe espaço para crescimento da tauromaquia no Algarve».

No seguimento da confirmação da venda da Praça de Toiros de Albufeira, a PROTOIRO – Federação Portuguesa de Tauromaquia recorda que «o imóvel da Praça de Toiros de Albufeira era um edifício privado, construído em 1982 e gerido por uma empresa detida pelo matador Fernando dos Santos, num exemplo de empreendedorismo taurino. Há alguns anos, de forma legítima, entendeu este vender o imóvel a terceiros, mantendo um contrato de exploração com a duração de cerca de 50 anos».

No ano passado, contudo, «no seguimento dos contactos regulares mantidos com a empresa, foi-nos confirmado pela sua gestão que o proprietário do imóvel tinha revendido a propriedade do edifício a uma nova entidade imobiliária, e que essa entidade estava a comprar as restantes frações não detidas pelo proprietário, e pretendia também comprar os seus direitos de exploração do imóvel, estando por definir a função e até a manutenção do edifício», esclarece a PROTOIRO.

«Desde esse momento que foram desenvolvidos contactos de modo a poderem encontrar-se soluções, mas as decisões estariam sempre nas mãos dos detentores dos direitos de exploração e dos novos donos do imóvel, fora da capacidade de decisão da Protoiro. Esses contactos foram infrutíferos, pelas intenções do novo proprietário do edifício, e pelo facto de o dono da exploração, a empresa detida pelo matador Fernando dos Santos, ter entretanto decidido vender os seus direitos de exploração».

Por outro lado, «importa destacar que estas operações de transmissão imobiliária relacionadas com a Praça de Albufeira são privadas e da responsabilidade dos seus proprietários, pelo que a PROTOIRO não se pode substituir à autoridade e legitimidade destes. Nunca dependeu nem depende da PROTOIRO a manutenção da praça de Toiros de Albufeira. Se assim o fosse, as touradas estariam asseguradas».

Apesar disso, a PROTOIRO «continuará a desenvolver esforços junto da nova proprietária para procurar uma solução que permita a existência de espetáculos tauromáquicos, que são muito relevantes do ponto de vista cultural e turístico para esta zona do país».

Isto porque «num mercado de elevado potencial turístico, como o algarvio, a presença de uma expressão cultural tão portuguesa e única no mundo, como as Touradas, é da maior importância para a oferta cultural e turística. É um cartão de apresentação que mostramos a todos os que nos visitam e procuram conhecer a nossa cultura, viver uma experiência diferente, além da oferta dirigida aos aficionados da região».

Por fim, a Federação Portuguesa de Tauromaquia considera que «existe espaço para crescimento da tauromaquia no Algarve. Todos os sectores da tauromaquia têm agora de trabalhar em conjunto para que, nos próximos anos, exista um aumento da presença da tauromaquia no Algarve, em várias cidades, como sucedia há alguns anos, com a realização de touradas de Lagos a Vila Real de Santo António».