Projeto Bairros Saudáveis em Portimão ganha novo impulso

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Associação para o Planeamento da Família (APF) Algarve dá início ao Projeto Bairro Con(s)Ciência, no âmbito do Programa Bairros Saudáveis.

Trata-se de uma parceria com a Câmara Municipal de Portimão e com a Equipa Técnica Especializada de Prevenção da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD).

O Projeto Bairro Con(s)Ciência integra-se nos eixos de intervenção Social e da Saúde, e pretende desenvolver um conjunto de iniciativas junto das crianças, jovens e suas famílias do Bairro da Cruz da Parteira, em Portimão, no sentido de melhorar a sua qualidade de vida a longo prazo.

«No eixo de intervenção Social, colocamos maior ênfase no desenvolvimento das competências socioemocionais da população, através da dinamização de atividades lúdico-pedagógicas em grupo, de modo a melhorar as componentes comportamental e relacional e a promover a resolução de conflitos. Aqui, tanto o acompanhamento psicológico, como o acompanhamento parental e o apoio ao estudo não ficam de fora. Todas estas atividades serão cruciais na mitigação de diversos problemas sociais existentes no bairro, na redução do absentismo e o abandono escolares, e na diminuição da violência intrafamiliar», informa hoje a APF.

«No eixo de intervenção da saúde, este projeto irá promover diversas atividades de educação para a saúde e de sensibilização, de forma a diminuir não só a ocorrência de comportamentos aditivos, mas também a promover a saúde sexual e reprodutiva e o planeamento familiar».

O Projeto Bairro Con(s)ciência faz parte de um grupo de 17 projetos aprovados para o Algarve, num total de 246 projetos a iniciar atividade já em outubro, por todo o país, no âmbito do Programa Bairros Saudáveis.

«Aqui, pretendemos quebrar ciclos geracionais prejudiciais. E, por isso, capacitar os moradores deste bairro para que a construção de uma comunidade mais saudável passe do papel à ação».

O Programa Bairros Saudáveis é um programa público, de natureza participativa, para melhoria das condições de saúde, bem estar e qualidade de vida em territórios vulneráveis. É um programa de pequenas intervenções, através do apoio a projetos apresentados por associações, coletividades, organizações não governamentais, movimentos cívicos e organizações de moradores, em articulação com as autarquias, as autoridades de saúde ou demais entidades públicas. Visa sobretudo dar algum poder, no sentido de «poder fazer», a comunidades residentes e pessoas ou organizações intervenientes em territórios vulneráveis.