Pina: «se vieram para o Algarve, ao menos, comportem-se como algarvios»

  • Print Icon

António Miguel Pina, na qualidade de presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Algarve, deixou hoje uma mensagem clara a quem veio do norte ou de outras partes do país para passar a quadra pascoal na região.

Durante a conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, nas instalações do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, em Loulé, António Miguel Pina fez questão de agradecer «a capacidade de todos os algarvios se reterem em casa».

«Os algarvios cumpriram. Também conseguimos controlar, dentro do possível, em articulação com o Ministério da Administração Interna e as forças de segurança, o número de cidadãos nacionais que ainda assim», apesar das medidas adicionais do estado de Emergência para esta quadra, não ficaram nos seus concelhos de residência como era suposto.

«A perceção que temos é que houve pessoas que não foram sensíveis ao apelo e que vieram. Mas, não fazemos disso alarmismo desnecessário, até porque vieram em pouca quantidade», relativizou o autarca de Olhão e presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve.

«Vamos esperar é que, estes que vieram, saibam ter os mesmos comportamentos que os algarvios souberam ter até agora. Porque 267 infetados em relação a ontem, significa um aumento de 2,7 por cento», contabilizou.

No Algarve «estamos todos a fazer um grande esforço e há que dar essa palavra de agradecimento aos algarvios. E esperar que aqueles que vieram para as suas casas de segunda residência ou para a de familiares respeitem este esforço», pediu.

«Foi também demonstrado que ao longo destas três semanas, a proteção civil criou uma segunda e terceira linha de aumento da nossa capacidade de resposta», reconheceu.

«É preciso dizer às pessoas que valeu e tem estado a valer a pena o esforço. Em breve teremos que nos preparar para voltar às nossas vidas. Mas foi este tempo que nos permitiu termos mais resiliência».

Questionado pelos jornalistas sobre se tem ideia de quantos cidadãos nacionais vindos de outras províncias estarão neste momento no Algarve, António Miguel Pina não quantificou.

«Aquilo que temos é uma perceção informal pelos relatos que nos têm vindo a chegar pelos nossos munícipes. De certa forma, também pelas forças de segurança que se apercebem que há espaços urbanos que não estavam tão habitados e agora estão mais. Não queremos ser alarmistas. Há de facto alguns, mas não são assim tantos».

Pina referiu-se aos concelhos tradicionalmente com maior oferta turística, mas a situação é generalizada, em toda a região, pese embora em pequenas percentagens.

«Se vieram para o Algarve, ao menos, comportem-se como algarvios», pediu.