Pina condena «alarmismo desnecessário» que prejudica o Algarve

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Comentários sobre a situação pandémica no Algarve «são injustos e incorretos» lamenta António Miguel Pina.

Na conferência de imprensa regional sobre a situação epidemiológica do Algarve, que decorreu na segunda-feira, dia 12 de abril, António Miguel Pina, presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve quis esclarecer que «alguns comentários sobre a falta de capacidade para testagem na região não são verdade, são injustos e incorretos».

«Há uma grande capacidade e há até uma grande capacidade que a potencia», afirmou, dando como exemplo a Câmara Municipal de Portimão, que devido ao surto no sector da construção civil fez «mais de cinco mil testes».

A questão importante, de acordo com o também autarca de Olhão, «é retirar algum alarmismo de comunicação, que houve na última semana, relativamente à imagem do Algarve. Quase metade dos casos da região tiveram origem em apenas dois surtos. Tudo indica que a situação desses surtos esteja controlada, fruto do grande trabalho da saúde pública e da Câmara Municipal de Portimão. Esperamos que até ao fim da semana a situação acalme, mas esta é uma mensagem que é preciso passar».

O presidente da AMAL acrescentou que «o país olhou na última semana para o Algarve e questionou-se sobre o que cá se passava. O que se passa é o que se calhar se vai passar no resto do país e vamo-nos habituar a viver nestas pequenas ondas. Surgem dois surtos, aumenta significativamente, fazem-se muitos testes, controlamos e diminui. Mais tarde pode voltar. É preciso ter calma e não entrar num alarmismo desnecessário».

Em relação ao desconfinamento, que iniciou de forma faseada no dia 15 de março, Pina falou em responsabilidade. «Os últimos casos que temos no Algarve são com transmissão essencialmente familiar e dos locais de trabalho. Não foi o desconfinamento na esplanada. Estamos obrigados a ter mais responsabilidade e desconfinamento é sinónimo disso mesmo».

Já sobre a época alta e o mercado britânico, o autarca referiu que «com o avanço da vacinação esperamos chegar a agosto com a tal imunidade de grupo para termos um verão substancialmente melhor que o do ano passado. As pessoas ao terem um elevado grau de imunidade, permitem que possamos ter os canais abertos para os nossos principais mercados turísticos, essencialmente o do Reino Unido».

Pina afirmou mesmo que esperava que a Região de Turismo do Algarve (RTA) e que o Turismo de Portugal já tivessem «pensado em campanhas para o turista inglês». Todavia, «mais importante que isso é termos a situação do país bem controlada. A avaliação que o Reino Unido vai fazer não é apenas do Algarve, é nacional. Em primeiro lugar é preciso que a situação esteja bem. Quanto aos britânicos virem para o Algarve, diria que é quase natural que assim aconteça. Temos é de mostrar que a região é segura».

Por fim, admitiu existirem vários motivos de preocupação. «Tudo nos preocupa neste momento. Viver e desconfinar são riscos e este equilíbrio entre a saúde e a economia também se trata de um risco».