PAN Algarve apela à assinatura da petição para salvar as Alagoas Brancas

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O PAN Algarve apela a que todos assinem a petição pública, que já conta com 999 apoiantes, com o objetivo de salvar esta zona húmida de água doce situada no concelho de Lagoa.

O PAN Algarve, em parceria com o movimento cívico «Salvar as Alagoas Brancas», está a efetuar esforços para difundir a nova petição para salvar a zona húmida das Alagoas Brancas, no concelho de Lagoa.

O objetivo da mesma, segundo a força polícia é o de «reunir assinaturas suficientes para solicitar a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e classificar das Alagoas Brancas como zona de importância ecológica local», à semelhança do que se fez em municípios como Loulé e Silves.

Para justificar, o PAN Algarve remete para os estudos realizados pela Associação Almargem, que «revelam que as zonas húmidas são os mais ricos, complexos e produtivos ecossistemas da biosfera, representando um papel importante na filtração das águas, na regulação hídrica e climática, não podendo ser recriadas pelo Homem».

Esta petição surge depois de, em outubro último, se ter iniciado o processo de construção do último conjunto de superfícies comerciais que colocam um fim definitivo à existência da referida zona húmida, ação que tem gerado algumas manifestações.

O PAN Algarve apela a que todos assinem a petição pública, que já conta com 999 apoiantes, com o objetivo de salvar esta zona húmida de água doce situada no concelho de Lagoa.

De acordo com Saúl Rosa, comissário político do PAN Algarve, «é necessário pôr fim imediato a qualquer possibilidade de construção urbana na referida zona».

O comissário dá até o exemplo das recentes inundações.

«Para entendermos o quão importante é este processo de manter o nosso património natural, vejamos agora as recentes inundações no resto do Algarve, resultantes das constantes ações humanas alterando todo o ecossistema, tornando cada vez mais imprevisíveis a frequência e periodicidade das chuvas e concentrando enormes quantidades de quedas de água, processo esse cada vez mais catastrófico e menos adequadas à sobrevivência da nossa fauna e flora, além de nós próprios estarmos em risco.

Nesse sentido, Saúl Rosa, apela «às algarvias e aos algarvios, bem como ao resto do país, que percam 20 segundos a assinar a petição, para impedir uma destruição ilógica que terá consequências inter-geracionais».

«Se os municípios têm a obrigatoriedade de encontrar soluções para impedir estes períodos ora de seca, ora de inundações, não podemos continuar a destruir zonas húmidas que são soluções naturais para esse problema», lê-se na nota de imprensa enviada ao barlavento.

A petição pode ser assinada aqui.