Nuno Russo elogiou contribuição dos citrinos algarvios nas exportações

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Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural esteve hoje no Patacão, em Faro. Nuno Russo participou no Seminário «As maiores ameaças fitossanitárias aos citrinos».

«Não quero deixar passar a oportunidade para congratular o sector pela recente exportação de citrinos do Algarve para uma grande cadeia retalhista alimentar na Alemanha, contribuindo para o aumento das exportações portuguesas, em particular de produtos hortofrutícolas portugueses, de qualidade reconhecida, o que demonstra o enorme potencial produtivo de Portugal, chegando a ultrapassar os mil milhões de euros de exportações entre janeiro a agosto de 2019, mais 9 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado».

Foi este o elogio que Nuno Russo, secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, deixou ao Algarve durante os trabalhos do Seminário «As maiores ameaças fitossanitárias aos citrinos», que decorreu na sede da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPAlg), no Patacão, em Faro.

O seminário acontece na semana em que o governo assinala o arranque do programa preparado para marcar o «Ano Internacional da Sanidade Vegetal» em Portugal.

Trata-se de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU)  para a Agricultura e Alimentação (FAO) com o objetivo de aumentar a consciencialização mundial sobre como proteger a saúde das plantas e sobre a importância destas no dia a dia.

Segundo Nuno Russo, a iniciativa merece «o total empenho» do Ministério da Agricultura, e conta ainda com colaboração da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

«O que se pretende é solidificar uma rede de parcerias que nos ajude a refletir e a decidir sobre as melhores formas de prevenir as emergências fitossanitárias, que, como bem sabemos, têm efeitos devastadores na agricultura, na floresta e nos ecossistemas naturais. A estratégia tem realmente de envolver todas e todos: agricultores, associações, empresas, municípios, e restantes parceiros», como é o caso da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve.

O governante anunciou ainda algumas das ações que a tutela pretende levar a cabo ao longo de 2020.

«Procuraremos implementar um conjunto de novas normas legais, tendo em vista uma maior proteção das culturas, das florestas e dos ambientes naturais, com uma forte aposta na prevenção, na implementação de procedimentos que permitam atuar de forma mais eficaz no combate às pragas e doenças das plantas, e no aumento da sensibilização e informação sobre estas matérias», anunciou.

No que toca à influência do governo no exterior, «defenderemos, junto da Comissão Europeia, a criação de uma regulamentação harmonizada, aplicável à avaliação e colocação no mercado de macro organismos destinados a atuar como agentes de luta biológica na proteção das culturas, reduzindo os possíveis riscos associados à introdução de espécies vivas no ambiente, potenciando o crescimento sustentável desta forma de proteção fitossanitária e fomentando a investigação, inovação e investimento neste domínio».

«E prepararemos a revisão de um conjunto de diplomas legais, que incidem sobre a produção, controlo e certificação de sementes de plantas de fruteiras, de jovens plantas hortícolas, de plantas vitícolas, de batata de semente, de plantas e de outros materiais de propagação ornamentais, visando um maior garante da qualidade fitossanitária destes materiais», acrescentou.

Além disso, «estamos empenhados em produzir a nossa Agenda de Inovação, convictos de que na inovação, na tecnologia, na investigação, no conhecimento aplicável e na capacitação, encontraremos ferramentas essenciais para a superação dos desafios que se colocam na atualidade, contribuindo para um sector mais sustentável e competitivo. Neste momento, andamos a percorrer o país para conhecer as propostas, os anseios e as ideias de todas e todos que vivem deste, para e por este sector que é a agricultura», acrescentou Nuno Russo.

«Vamos fazer deste Ano Internacional da Sanidade Vegetal um desígnio nacional, também em prol de um sistema agroalimentar cada vez mais seguro, justo, equilibrado e sustentável», rematou.

Nuno Russo veio também assistir à assinatura de um protocolo de cooperação entre a Guarda Nacional Republicana e a DRAPAlg em matérias comuns a ambas as entidades, que tem por objetivo criar sinergias e a adequar procedimentos para a maior eficácia das ações de fiscalização aos prédios situados em solos da Reserva Agrícola Nacional (REN).

O seminário foi organizado pela AlgarOrange em colaboração com a DRAPAlg e a Universidade do Algarve (UAlg).