Novo guia do Algarve cativa crianças para o turismo de natureza

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Quais são as áreas protegidas do Algarve? E as principais rochas que afloram na região? Onde podemos avistar o colhereiro ou a raposa? O que é o estorno e porque é tão importante para as dunas das famosas praias algarvias?

As respostas a estas e muitas outras perguntas estão no novo «Guia de Turismo de Natureza Júnior», lançado pelo Turismo do Algarve para cativar os mais novos para a descoberta do património natural do destino turístico.

O guia de quase 200 páginas foi escrito por Patrícia Oliveira e está recheado de ilustrações naturalistas, da autoria de Ana Paula Gaspar, que ajudam a identificar as paisagens e as espécies de animais e plantas mais abundantes (ou mais especiais) do território algarvio.

À medida que vão percorrendo a publicação – entre as grutas do cerro da Cabeça, o oceano Atlântico, o grés de Silves, a esteva e o mexilhão –, as crianças irão encontrar dezasseis missões que terão de cumprir para poderem ganhar o diploma de «Explorador da Natureza do Algarve».

Depois de ultrapassarem os desafios, um por cada concelho do Algarve, poderão retirar os autocolantes disponíveis no fim da publicação e colá-los nas missões correspondentes. E assim estarão aptas a levantar o seu diploma num dos 20 postos de turismo da região.

Esta criação terá distribuição gratuita (embora limitada) nos postos de turismo tutelados pela Região de Turismo do Algarve, podendo ser descarregada aqui nas versões espanhola, inglesa e francesa.

Segundo João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, «este guia não é uma iniciativa isolada. Insere-se num conjunto de projetos que temos vindo a organizar e a apoiar nos últimos anos dentro do produto de turismo de natureza, de modo a afirmar a região noutras áreas de interesse, a alterar perfis de consumo e a distribuir a procura ao longo do ano no território».

Para o dirigente, esta publicação dirigida ao segmento de famílias «vai pôr em movimento os turistas miúdos e graúdos de forma pedagógica, uma vez que ela não só ensina sobre a natureza da região como ainda fomenta a adoção de boas práticas no meio natural», adianta o responsável que agradece a todos os parceiros que contribuíram para a sua concretização, como os Centros Ciência Viva da região, as associações Almargem, Rota Vicentina e Odiana, a Agência Portuguesa do Ambiente (ARH Algarve) e a professora Cristina-Veiga Pires.