Moncarapacho responsabiliza António Miguel Pina por abate de árvore

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Cipreste foi abatido para construção de uma rotunda.

A União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta emitiu um comunicado onde lamentou o abate de um cipreste «com largas dezenas de anos, situado à entrada da vila, e que tinha um enorme valor simbólico e histórico para a sua população», na sequência da construção de uma rotunda.

Segundo esta autarquia, «foi com enorme consternação que a União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta e a população de Moncarapacho viram nesta manhã [de segunda-feira, dia 15 de março] ser abatido um cipreste com largas dezenas de anos, situado à entrada da vila».

O executivo da União de Freguesias não tem dúvidas em apontar António Miguel Pina como responsável: «este atentado ao património de Moncarapacho foi perpetrado pelo Sr. presidente da Câmara Municipal de Olhão, que voltou a desrespeitar esta Freguesia de Moncarapacho e a sua riquíssima história, de nada valendo os insistentes apelos que lhe foram dirigidos para que o referido cipreste não fosse abatido com a construção da rotunda».

Liderada por Manuel Carlos, esta autarquia afirma-se favorável «à construção da rotunda, mas sem atentados paisagísticos e à nossa história, pelo que acreditamos que na obra caberia – com toda a certeza – o cipreste».

A concluir a tomada de posição, a edilidade de Moncarapacho e Fuseta deixa uma previsão: «sabemos que estes autênticos crimes ambientais e à história da nossa vila vão continuar e o próximo alvo a abater serão os choupos contíguos ao cipreste, colocados nas bermas da Estrada Nacional 398, à entrada da vila, tudo na ânsia de um progresso que nos torna cada vez mais pobres e que deixa Moncarapacho – que este ano comemora 550 anos – cada vez mais sem alma!».