Ministra da Saúde diz que máscara «não é para deitar fora»

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A ministra da Saúde, Marta Temido, alertou hoje que a máscara deve ser mantida em espaços fechados ou onde não seja possível manter o distanciamento aconselhável, seguindo a recomendação dos próprios peritos.

«A recomendação que nos deixaram [na reunião do Infarmed de quinta-feira] foi a avaliação do risco pessoal e organizacional, mas no sentido de utilização de máscara em recinto fechado e em contexto onde não é possível manter outras medidas de distanciamento, embora se possa recorrer em espaços fechados a acrílicos ou outros dispositivos de barreira», afirmou a ministra, quando questionada pelos jornalistas no Porto.

Marta Temido deu hoje como praticamente certo o encerramento de centros de vacinação, tal como existem atualmente, «se o cenário se se mantiver».

«Se o cenário se se mantiver, vamos começar a vacinação contra a gripe sazonal a partir de 4 de outubro e teremos que continuar a vacinar pessoas [contra a COVID] que ainda não o fizeram. Para esse cenário, podemos extinguir os centros de vacinação que foram montados para a COVID-19. Para o caso de ser necessário fazer vacinação adicional contra a COVID-19, dependendo do que sejam os universos elegíveis, podemos ter necessidade de algumas dessas estruturas – mais pequenas», afirmou a ministra.

A ministra da Saúde disse ainda que Portugal poderia, se fosse necessário, revacinar toda a população contra a COVID-19.

«Não será esse o cenário, mas se fosse necessário estaríamos preparados para uma dose adicional da vacina», afirmou no Porto a titular da pasta da Saúde, em declarações à margem do abertura do 12.º Encontro das Unidades de Saúde Familiar, a cuja abertura presidiu no Palácio de Cristal, no Porto.

Questionado sobre as ações dos negacionistas, a ministra deixou «uma única referência»: «Cada um tem o direito de fazer as suas próprias escolhas, desde que não ponha em causa aquilo que são os direitos dos outros».