Médicos algarvios ameaçados de mais uma vez terem as férias suspensas

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Sindicato Independente dos Médicos (SIM) diz que os médicos do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) estão ameaçados de verem as suas férias suspensas.

Em comunicado, e «não pondo em questão a legalidade do procedimento, o SIM lamenta que esta falta de planeamento faça com que os médicos, que no ano passado já viram as suas férias suspensas, mais uma vez tenham esse problema. Prejudicando a família e o seu repouso essenciais para decisões corretas».

«Mais preocupada com a imagem e a propaganda, a senhora presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve cria as condições para ser ainda menos atrativo aí trabalhar. Ao invés de contratar médicos, ao invés de criar condições de atratibilidade, o CA do Hospital de Faro usa a política do chicote e da prepotência» diz o SIM.

«Ainda a semana passada mais de metade das vagas hospitalares para recém- especialistas ficaram por preencher. A bem da sanidade mental dos médicos, que trabalharam mais de três centenas de horas a mais além do seu horário normal de 40 semanais, assegurando o acompanhamento dos doentes e colmatando a incompetência da não contratação ou da existência de sequer um plano especial para o Algarve, o SIM apela a que prevaleça o bom senso».

O SIM apela ainda a que o Ministério da Saúde, «em diálogo com os sindicatos crie as condições de não depauperar os já débeis recursos humanos do SNS, prejudicando a população e em especial os mais débeis».

«Condições essas que terão de inevitavelmente passar por uma revisão da grelha salarial que seja apelativa à integração dos novos especialistas no SNS e à sua permanência», lê-se ainda no comunicado.

Caso contrario, «situações como as recentemente verificadas no Centro Hospitalar de Setúbal ou nos concursos para Médicos de Família na ARSLVT irão multiplicar-se».