Cineteatro Louletano entra para a Rede Nacional de Teatros

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O Cineteatro Louletano foi credenciado para entrar na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), após uma candidatura voluntária, aberta pelo ministério da Cultura.

A candidatura do Cineteatro Louletano aconteceu em julho, num processo de credenciação liderado pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), para verificar a existência de todas as condições requeridas – entre elas a regularidade de programação própria, especificações técnicas ao nível da sala, palco e estruturas de acolhimento, bem como a existência de uma equipa multidisciplinar a tempo inteiro.

Recorde-se que a institucionalização da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses era há muito aguardada, em particular, pelas entidades artísticas e pelos municípios. «Estamos perante um momento importante de desenvolvimento de políticas públicas culturais, pelo que consequentemente a DGArtes vê reforçada a sua missão de serviço público», salientava, em maio, a entidade.

Após obras de reabilitação, em 2011, o Cineteatro Louletano é hoje «um equipamento de referência a sul do país, no apoio à criação e na escuta ativa da comunidade artística local e regional, lançando-lhe continuados desafios, assim como primando pela programação exigente, de qualidade e diversificada, que permita aos cidadãos louletanos (e não só) ter acesso ao que de melhor se faz nas artes performativas no país», segundo o município de Loulé.

A integração na Rede Portuguesa de Teatros e Cineteatros é «fundamental para continuar o trabalho» do Cineteatro Louletano, assim como «aceder às boas práticas nacionais, a formação técnica e, ainda, ter a possibilidade de se candidatar a programas de apoio».

No Algarve foram, nesta primeira fase, credenciados três equipamentos culturais – o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural de Lagos e o Teatro Lethes, em Faro. A ideia é que, gradualmente, a RTCP se estenda a equipamentos de todo o país, que cumpram com os requisitos técnicos, humanos e de programação regular.

Vítor Aleixo, autarca louletano, considera que esta credenciação «é um momento feliz e que devemos assumi-la como uma nova responsabilidade, quer com os públicos quer com os artistas, contribuindo para reforçar o pensamento e a ação cultural municipal».