Largo do Pé da Cruz é o próximo a ser requalificado em Faro

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Ainda durante este ano, segundo o que Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro avançou ao «barlavento», serão abertos concursos para mais duas obras de requalificação, para o Largo do Pé da Cruz e para a Praça Ferreira de Almeida, sendo que os «trabalhos deverão começar no final deste ano».

A primeira intervenção será no Largo do Pé da Cruz, onde «se vai deixar de poder andar à volta da fonte, passando a zona da igreja a ser apenas para circulação de peões».

O objetivo é «dar dignidade» àquele edifício religioso do século XVII, atualmente mais utilizado para o culto fúnebre. Também a Praça Ferreira de Almeida, onde se situa a conhecida pastelaria e cafetaria «Farense», será alvo de intervenção.

As esplanadas deixarão de estar separadas dos estabelecimentos contíguos e existirá apenas uma passagem para o trânsito automóvel. «Os passeios serão à volta dessa mesma via», especificou Rogério Bacalhau.

As obras no Largo de São Pedro foram adjudicadas no início de 2018, mas só começaram em setembro, devido a outros trabalhos de construção ao redor. Transformou-se agora num espaço urbano apenas para peões, graças a um investimento que rondou os 60 mil euros.

A cerimónia de inauguração, no final da tarde de domingo, 31 de março, contou ainda com Sophie Matias, arquiteta e vereadora com o pelouro do urbanismo da Câmara Municipal de Faro, e com o Cónego César Chantre, Pároco da Diocese de São Pedro.

No uso da palavra, César Chantre explicou a simbologia do desenho visível no pavimento. As linhas vermelhas «significam a força do espírito», e as pretas «a confluência de todas as pessoas, crentes e não crentes». Ambas convergem à entrada da Igreja. Já palavra «Ichthys» refere-se a «peixe de Jesus» e um símbolo que consiste em dois arcos que se cruzam para formar o perfil de um peixe, sendo um dos mais antigos do cristianismo.

O presidente do município, no seu discurso, referiu que o objetivo da intervenção «tem a ver com tudo o que se está a fazer na cidade para dar conforto à população, chamando a atenção para o património» edificado.

Já Sophie Matias chamou a atenção para os pinos colocados à volta do largo, que não são definitivos. Segundo a arquiteta, «pretendemos ser agressivos nesse aspeto, contudo, é algo transitório, uma vez que no futuro podem ser retirados e substituídos por bancos de jardim».

Ao «barlavento», Rogério Bacalhau esclareceu ainda que desde a primeira obra de requalificação da muralha da cidade velha, em 2014, que o objetivo do executivo tem sido «apostar e requalificar o património edificado», mas acima de tudo «dar conforto e condições de mobilidade a todos». Segundo o autarca, nos últimos dois anos, a prioridade tem sido a requalificação das vias públicas, tanto em zonas urbanas, como rurais do concelho.

Bacalhau realçou que toda a obra do Largo de São Pedro foi acompanhada «pelo nosso departamento de arqueologia e pela Direção Regional da Cultura do Algarve, visto que no início dos trabalhos foram encontradas algumas ossadas» humanas. Conforme referiu o presidente, os esqueletos «foram recolhidos, tratados, tapados e deixados no local» onde jaziam. Já para 2020, a autarquia farense irá «apostar muito no espaço público, com a reposição de calçadas degradadas, rampeamento de passadeiras e nova sinalética horizontal e vertical».