José Apolinário visitou Subcomissão da Proteção Civil de Castro Marim

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Visita teve a finalidade de fazer um ponto de situação regional.

O secretário de Estado José Apolinário, no âmbito das suas funções como coordenador regional do combate à COVID-19 no Algarve, reuniu ontem, quarta-feira, 29 de abril, com a Subcomissão da Proteção Civil de Castro Marim.

A visita teve a finalidade de fazer um ponto de situação regional, articulando a coordenação horizontal das várias entidades, organismos e serviços no combate à pandemia.

O presidente do município de Castro Marim, Francisco Amaral, realçou «a importância destas visitas, numa relação de proximidade para com as autarquias e as populações que traduz uma manifesta preocupação em conhecer o terreno e a aplicabilidade das medidas tomadas».

Assim, foram realçadas algumas iniciativas da autarquia castromarinense, tais como «a proteção da população do interior do concelho, a esmagadora maioria pertencente ao grupo de risco, através da interrupção dos transportes sociais que eram realizados e, simultaneamente, a disponibilização de um conjunto de serviços de apoio ao domicílio, que passam pela entrega de medicamentos, compras e receitas médicas». 

A iniciativa da sociedade civil na confeção das máscaras comunitárias foi também sublinhada pelo presidente da autarquia, realçando «o papel preponderante do delegado de saúde local, Dr. Mariano Ayala, que articulou todo o processo e manteve o mesmo sentido de compromisso e responsabilidade que manifestou quando nos opusemos à estadia de trabalhadores agrícolas asiáticos numa instalação que não oferecia as mínimas condições higiénico-sanitárias, e que foram acolhidos noutro concelho, onde vieram a ficar doentes por COVID-19».

A vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, afirmou que «é preciso olhar para o futuro, sendo que isso se coloca dentro de um ou dois meses. O Algarve vai ser a região com maior dificuldade de alavancagem e precisa de medidas de descriminação positiva do Governo».

A autarca acrescentou que «os municípios vão sofrer um grande impacto na sua estrutura financeira, nomeadamente por se verem impossibilitados de arrecadarem a verba estimada de IMT e IVA, para além de serem também os municípios a entrarem no apoio social às famílias. Vai ser uma balança difícil de equilibrar, com a agravante do Algarve ser uma região sem o mesmo nível de apoios comunitários. Fala-se de uma reafectação dessas verbas mas, mais uma vez, o Algarve, porque não tem a mesma verba proporcional, tem que ter um tratamento diferenciado para que não se aumentem as assimetrias e as dificuldades».

A visita do secretário de Estado terminou no Lar de Altura, propriedade da Associação Cegonha Branca, cuja obra foi recentemente concluída, que está definida agora como zona de apoio à população e aos profissionais que possam precisar de isolamento.