Hotelaria do Algarve com ocupação mais baixa de sempre em dezembro

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A hotelaria do Algarve registou no mês de dezembro uma taxa de ocupação média por quarto de 14,5 por cento, o valor mais baixo de sempre, anunciou hoje a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

O presidente da AHETA, Elidérico Viegas, disse à agência Lusa que «2020 foi o pior ano de sempre para o turismo algarvio, com a quebra a verificar-se em todos os mercados emissores de turistas».

«Não há memória de um ano assim tão mau, onde a procura externa registou quebras globais de 75 por cento e o volume de negócios caiu cerca de 900 milhões de euros, pelo efeito da pandemia provocada pelo novo coronavírus que começou a afetar o sector do turismo a partir do mês de março de 2020», indicou o responsável.

Elidérico Viegas AHETA
Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

De acordo com os dados avançados pela associação, no resumo da evolução mensal da atividade no sector, as cerca de 80 unidades de alojamento que se mantiveram em funcionamento em dezembro na região registaram uma quebra de 60,7 por cento comparativamente com o mesmo período de 2019.

Segundo a AHETA, os mercados que mais contribuíram para a descida foram o holandês com menos 83,3 por cento de turistas, seguido do britânico (-79,6 por cento), alemão (-58,4 por cento) e o mercado nacional (-37 por cento).

Em dezembro, o volume de vendas acompanhou a descida na ocupação, registando uma quebra de 62,3 por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A ocupação cama registou em valores acumulados desde janeiro de 2020, uma descida média de 56,8 por cento e o volume de vendas uma descida de 58,5 por cento face ao período homólogo de 2019.

De acordo com os dados da associação, em termos acumulados durante o ano de 2020, verificaram-se menos 15,3 milhões de dormidas nas mais de 400 unidades de alojamento classificadas oficialmente no Algarve, tendo o volume de negócios registado uma quebra de mais de 800 milhões de euros.

Em 2020, a procura externa caiu 75,1 por cento, o que representa menos 14,2 milhões de dormidas e menos 3,2 milhões de hóspedes, tendo a procura interna descido 21,2 por cento (menos 1,1 milhões de dormidas e menos 280 mil hóspedes).

No Algarve, a maioria das unidades de alojamento encerraram em março, tendo 85 por cento dos hotéis reaberto no início de julho e apenas 20 por cento se mantiveram a funcionar no mês de dezembro devido à pandemia da COVID-19.