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Novo hotel W Algarve marca a estreia da marca em Portugal com 134 quartos e mais de 90 residências, quase todas já vendidas.

A zona das Sesmarias, sob a Praia do Evaristo, em Albufeira, numa zona compreendida entre 23 hectares, dá agora lugar ao novo W Algarve Hotel & Residences, o primeiro resort de cinco estrelas do segmento premium do grupo internacional Marriot em Portugal. Após um período de seis anos de obras, as portas abriram ao público na segunda-feira, dia 2 de maio.

Ao barlavento, o luso-indiano Cajetan Araújo, diretor geral do hotel, começa por justificar ao barlavento a escolha do Algarve para a estreia nacional.

Cajetan Araújo.

«São várias as razões. Acho que a região, de certa maneira, representa tudo aquilo que a marca é do ponto de vista do lifestyle. Portugal é lindo em todas as regiões, do Vale do Douro até ao Alentejo, mas tudo isso e mais ainda consegue-se encontrar no Algarve. A região, em muitos aspetos, representa um pouco do melhor do país e é um dos destinos mais intensos. O Algarve é um local ótimo para conectarmos os nossos visitantes a Portugal, porque tem tudo o que um excelente destino pode oferecer, desde a história, a cultura, o vinho, a gastronomia, as praias, a serra, esta luz ao longo de todo o ano e a segurança. Para mim, esta é uma região mesmo muito especial. Tem tudo o que uma pessoa pode desejar e, como marca, vemos o Algarve como uma ótima aposta». Tanto é, que «concebemos este hotel para ser um dos melhores a nível global», assegura.

Com mais de 60 hotéis em 25 países, a marca distingue-se por refletir a cultura local em cada unidade e, por isso, no W Algarve cada pormenor foi pensado, inspirado ou criado para refletir o destino onde se insere.

O primeiro exemplo que salta à vista é a arquitetura do edifício principal, em forma de onda, onde se encontram os quartos de hotel, os restaurantes e serviços. As paredes brancas, de formas assimétricas deixam passar a luz natural e revelam o azul do céu. Tudo foi inspirado nas cores atlânticas, nas falésias algarvias e nas ondas do oceano.

«A ideia sempre foi a de abraçar a paisagem, criar algo simples, que fosse uma continuidade da natureza e não algo moderno, fora do contexto local e intrusivo», descreve Cajetan Araújo.

E mais, de acordo com o diretor geral, «o W Algarve não é sobre ter um hotel da marca na região. O mais importante para nós é ligarmos o visitante ao destino, através do design do espaço. Há sítios muito especiais no planeta que estão aqui na região e as pessoas têm a oportunidade de os conhecer. Aliás, queremos que o façam. Queremos que vivam o que o Algarve tem para oferecer. E queremos orgulhar os portugueses, porque tudo neste espaço é português», explica.

Logo à entrada, por exemplo, a primeira parede está decorada com 630 pratos de cerâmica, da Vista Alegre, a mesma marca portuguesa que se encontra também nos objetos de todos os quartos e cozinhas das residências. Todas as camas do hotel têm uma almofada em formato de sardinha, chaminés algarvias, pormenores em crochê, desenhos inspirados na calçada portuguesa e apontamentos em azulejos, pintados à mão.

«O que fizemos foi construir uma história e incluir as nossas interpretações das heranças locais a um design. Até em pequenos pormenores, como as flores que estão colocadas nas mesas do restaurante, que foram colhidas a caminho da praia, se pode encontrar o Algarve», diz Cajetan Araújo.

Também os cocktails servidos em todos os bares são feitos com ingredientes bem conhecidos na região como camomila, alecrim e frutas como o figo. E, no Market Kitchen, um dos restaurantes do hotel, «até no nome escolhido quisemos trazer a cultura do mercado português para aqui. Daí os toldos, as janelas e o balcão. Além disso, todos os produtos que usamos são locais e frescos. A cozinha foi inspirada nas receitas clássicas regionais, mas servidas com reinterpretações modernas», acrescenta.

O chef executivo de todos os espaços é o português Nuno Gonzalez e todos têm na carta vinhos portugueses, cervejas artesanais e várias referências locais. E até os uniformes do staff foram desenhados pelo designer de moda português, Gio Rodrigues.

Segundo o diretor geral, «além de sermos um hotel moderno com um design inspirado em Portugal, fomos ainda mais longe em incluir a cultura e a história do vasto artesanato que existe em todo o país. Podíamos, facilmente, ter os azulejos do bar, ou as bases dos candeeiros com outra coisa, mas queríamos construir algo local e incluir os artesãos. Construímos uma relação muito próxima com os residentes locais e isso é algo muito importante para nós. E apostar no artesanato local não só faz sentido para elevar a economia e enriquecer a cultura deste espaço, como também traz uma abordagem simples, de que não precisamos de importar objetos internacionais quando os temos disponíveis aqui», sublinha.

O W Algarve Hotel & Residences tem 134 quartos, todos com vista para o mar, varanda e closet. Há 10 wow suítes, que possuem piscina privada e zona de refeições exterior, e ainda uma extreme wow suíte com piscina infinita. Todas estas se encontram no último piso do hotel. Totalizam-se mais de 80 residências, num edifício paralelo ao principal, em tipologias de T1 a T4, todas equipadas, com piscina e bar exclusivos a residentes, em que a grande maioria já se encontra vendida.

O hotel possui ainda dois restaurantes, três bares, ginásio com várias máquinas e aulas, spa com cabeleireiro e esteticista e seis estúdios para reuniões ou apresentações.

Com acesso direto à praia do Evaristo e uma zona de jardim com centenas de metros quadrados, o hotel disponibiliza ainda espaço para grandes eventos como jantares de gala, casamentos ou batizados.

Em relação ao resultado final, o culminar de seis anos de trabalho, Cajetan Araújo revela estar «absolutamente emocionado. Compensou os anos que passámos à espera de o ver ser inaugurado. Acho que, provavelmente, este é um dos hotéis mais espetaculares que conheço em Portugal».

Único na região

Questionado sobre possibilidade de a marca W ser replicada a outros pontos da região, Cajetan Araújo, diretor geral do recém-inaugurado hotel em Albufeira, responde ao barlavento que não irá acontecer. «Não teremos mais nenhum no Algarve. A maneira como criamos os hotéis, é elevar um que reflita de forma perfeita o destino onde se insere. Fazer isso requer muito tempo, esforço e energia para trazer todos os elementos para um espaço de luxo com um serviço de topo. Em todos os conceitos inserimos os elementos algarvios e locais. É algo tão único que só podem existir um». No entanto, não está descartada a hipótese de nascerem mais hotéis W em Portugal. «É difícil de dizer. Esperamos que os portugueses abracem a marca, gostem, percebam e vejam o nosso comprometimento com o mostruário de produtos nacionais que aqui temos. Espero que possamos crescer a marca e levá-la a outros destinos» do país.

Sustentabilidade é uma preocupação

No novo hotel de Albufeira, o W Algarve, as preocupações com o meio ambiente estão incluídas na génese da marca, como refere ao barlavento o diretor geral, Cajetan Araújo. «Uma das coisas que temos a certeza que tem de ser cumprida, é colocarmos a sustentabilidade à frente de tudo o que fazemos», assegura, exemplificando: «desde o design do chão, ao teto, focámo-nos em abordagens sustentáveis e muito fizemos para reduzir a pegada de carbono em toda a maquinaria, painéis solares e sistemas automáticos de luzes, que permitem que elas se apaguem quando não está ninguém nos corredores. Usámos a tecnologia de uma maneira que nos permite preservar o ambiente, todos os nossos veículos são elétricos e temos carregadores elétricos para os nossos visitantes».

Hotel W Algarve marca a estreia da marca em Portugal com 134 quartos e mais de 90 residências, quase todas já vendidas. 

Também, «os produtos que usamos no spa são de uma das marcas mais sustentáveis do mundo, que não testa em animais, não usa químicos e é biodegradável. Temos um programa sustentável que, se o hóspede quiser, removemos todo o papel e o plástico do quarto, incluindo o cartão de entrada que passa a ser de madeira». Ainda nas palavras de Araújo, «o nosso compromisso é, em primeiro lugar, respeitar o local onde estamos. Vivemos num dos locais mais bonitos deste planeta e temos de fazer a nossa parte enquanto empresa e em termos de educação. Queremos promover, mostrar como se faz e inspirar as pessoas. Isso requer esforços, mas não é uma escolha, é um modo de estarmos na vida e a maneira como operamos».