Grupo NoSolo aposta em Vilamoura com o novo Água Qlub

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Água Qlub é o mais recente investimento do Grupo NoSolo e abriu pela primeira vez no domingo, dia 2 de agosto, junto ao passeio das Dunas, em Vilamoura.

O novo espaço, batizado Água Qlub, surge num ano atípico. Infelizmente, para já, ainda não podem acontecer as famosas festas ao pôr do sol (sunsets), tão ao gosto dos veraneantes portugueses, conceito que este grupo introduziu no Algarve.

«Este não é um ano de investimento, não temos dúvida. No entanto, este era um compromisso assumido. Começamos a passar os cheques deste espaço antes da pandemia», na realidade, há mais de dois anos que está a ser trabalhado, diz Franco Lorenzi, CEO do Grupo NoSolo, ao barlavento.

Franco Lorenzi lidera a empresa em conjunto com os dois irmãos. Emprega centenas de pessoas na região, sendo um dos percursores da dinamização e animação de vários espaços já reconhecidos nacional e internacionalmente. No verão passado, chegou a ter cerca de 600 colaboradores.

Ainda sobre o novíssimo Água Qlub, explica ao barlavento que «surgiu a oportunidade de ficar com a concessão desta praia. Foi uma situação que calhou. Achamos que Vilamoura precisava de um rooftop aberto ao público. Nesta zona não existem muitos».

«O conceito desta casa é criar um espírito cosmopolita, de contacto com a natureza, onde as pessoas se podem sentir bem», descreve, embora ainda esteja numa fase de afinação.

O espaço, junto ao areal tem «uma arquitetura de linhas modernas, e é uma estrutura muito subtil. Não podemos esquecer que a beleza está aqui em frente», considera o empresário.

O Água Qlub divide-se em duas áreas e ocupa cerca de 650 metros quadrados (incluindo o rooftop).

O NoSolo, grupo de restauração e entretenimento nacional, detentor das marcas NoSoloÁgua, NoSolo Itália, Take Itália, Cleotonina e NoSolo Gelato, cujos 12 espaços estão há mais de 30 anos presentes no Algarve, começou por ser um pequeno negócio familiar.

Hoje conta com uma fábrica de gelados, um centro de distribuição, catering e produção, e um restaurante no Porto.

Mesmo num momento de crise mundial, o CEO continua a acreditar no potencial da região algarvia, embora, «se teria feito este investimento se soubesse da pandemia? Provavelmente, não. Teria esperado tempos de recuperação. Penso que irá demorar cerca de dois a três anos», estima.

Neste momento, «sentimos quebras em todo o lado», e apesar de os espaços do grupo serem populares entre a clientela portuguesa, Franco Lorenzi regista a falta dos britânicos e dos turistas do norte da Europa.

Questionado sobre a sazonalidade, o empresário tem uma visão muito crítica.

«No nosso grupo, todos os investimentos mais alargados que fizemos para esbater a sazonalidade, nunca deram bom resultado. No inverno não tenho massa crítica, não tenho clientes».

«E aquela competitividade entre empresários a vender o Algarve a preços baixos, não dignifica a região e ninguém ganha nada com isso. Aquela situação em que os concelhos tentam fazer lutas entre si, também não dignifica ninguém. Temos de entender que o Algarve tem de ser salvaguardado enquanto região de Portugal. Os nossos concorrentes são Espanha, Grécia, Malta, Itália e Marrocos».

Resolver esta questão «tem de ser pela oferta na globalidade e passa por dar o melhor serviço possível ao cliente que cá vem passar férias. É a única maneira».

Por outro lado, «todos os festivais possíveis passam-se no verão. No inverno, temos pouca oferta. Agora vão fazer algo que considero muito inteligente que é uma prova de Fórmula 1 no final de outubro», no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão.

«Já viu o que isto significa para o Algarve, nessa altura, um evento assim? Isto abre um precedente para o futuro. Era muito bom ter, de novo, o Rally de Portugal em fevereiro ou março», recomenda, «ou a Volta ao Algarve em Bicicleta», entre outros eventos-chave fora da época alta, «até porque o clima do Algarve acompanha e permite» uma agenda de inverno.

«Nos últimos 24 anos vi Portugal crescer e no bom sentido. Agora precisamos de melhor garantia hospitalar. Isso é um fator muito importante para dar condições a todo o tipo de pessoas para que possam e queiram viver e trabalhar no Algarve», conclui.