Governo cria rede de espaços de coworking no interior

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Ministra da Coesão Territorial apresenta hoje em Tavira, a rede nacional de espaços de coworking no Interior para o Algarve.

A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, desloca-se ao Algarve nesta terça-feira, dia 27 de abril, para presidir à assinatura de Acordos de Cooperação para criação de espaços de coworking no interior, nos termos do Assinatura de Acordos de Cooperação no Algarve.

A cerimónia terá lugar no Museu Zer0, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira. Contará com a intervenção da presidente da Câmara Municipal de Tavira, Ana Paula Martins; da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho e da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

A rede nacional de espaços de coworking «Teletrabalho no Interior. Vida Local, Trabalho Global» é uma iniciativa dos Ministérios da Coesão Territorial e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e a assinatura dos Acordos de Cooperação para instalação de espaços de teletrabalho no Interior do país, referente à primeira fase, decorre em quatro cerimónias nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve ao longo desta semana.

O estabelecimento destes espaços de coworking, previsto no Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), vai contribuir para a dinamização dos territórios do Interior, facilitando a fixação e atração de pessoas e empresas, diminuindo a necessidade de deslocações e a consequente pegada carbónica e melhorando a qualidade de vida das populações do Interior, ao promover a conciliação entre vida profissional e familiar.

Nesta primeira fase da rede, vão ser abertos até ao final de junho de 2021 53 espaços em outros tantos municípios: 16 na Região Norte, 23 no Centro, très no Alentejo e 11 no Algarve.

No Algarve, nesta primeira fase, serão assinados Acordos de Cooperação com os Municípios de Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves e Tavira.

Os espaços, disponibilizados pelas autarquias, vão estar devidamente equipados com computadores, impressoras e acesso à internet e vão ser divididos em áreas de diferentes tipologias, de forma a disporem de bancadas livres para diferentes períodos de ocupação, zonas privadas para videochamadas, áreas para reuniões e locais para a realização de apresentações ou ações de formação. Vão localizar-se em espaços centrais, próximos de serviços, espaços culturais ou destinados à prática de desporto.

As Câmaras Municipais serão responsáveis pela divulgação destes espaços, através das respetivas páginas e redes sociais, publicando fotografias ou vídeos, para permitir a realização de visitas virtuais por parte de eventuais interessados, bem como toda a informação relativa às características do espaço, condições de utilização, calendário anual, horário de utilização e custo associado.

O governo compromete-se, através das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), a considerar a disponibilização de fundos europeus para, quando necessário, apoiar a contratação e a mobilidade de trabalhadores e comparticipar a adaptação física destes espaços, mas também a aquisição de mobiliário ou equipamento informático.

O teletrabalho e o coworking assumem particular importância para os territórios do Interior na redução da assimetria geográfica de ofertas profissionais, democratizando as oportunidades entre as regiões de elevada densidade populacional e as de menor densidade. A rede agora constituída, alinhada com os objetivos do Programa de Valorização do Interior, pretende incentivar a fixação de pessoas no interior do país e promover a partilha de experiências e ideias entre trabalhadores de vários contextos e origens.