Estação do Ramalhete também já tem interesse municipal

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Estação do Ramalhete, laboratório do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg) também já tem interesse municipal.

O município de Faro aprovou, na reunião de Câmara de segunda-feira, as classificações da estação marinha do Ramalhete e sua envolvente e do edifício da RTP em Faro como imóveis de Interesse Municipal.

Os dois edifícios da Estação Marinha do Ramalhete e a sua envolvente, em plena Ria Formosa, foram classificados como Conjunto de Interesse Municipal.

Este conjunto, cuja data de construção não é conhecida, fazia parte de uma Almadrava (operação de armação para a pesca do atum) e são um dos últimos vestígios de grandes operações de pesca ao atum que existiram ao largo de Faro durante centenas de anos, refletindo valores de memória, antiguidade e singularidade no espaço do concelho.

Atualmente, esta é uma infraestrutura da Universidade do Algarve, gerida pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) desde 1994 e funciona como estação experimental, permitindo a manutenção de organismos vivos em ambiente controlado e dispondo de aquários e laboratórios para tratamento de amostras recolhidas.

Da mesma forma, a autarquia classificou também o edifício da RTP em Faro, também denominado como «Conjunto Urbano formado pelo recinto de proteção à antena, edifício do centro emissor e edifícios anexos», enquanto monumento de interesse municipal.

Já estas instalações, onde atualmente continuam a funcionar a rádio e a televisão pública em Faro, fazem parte da rede de edifícios regionais onde a então Emissora Nacional Nacional instalou os seus serviços a partir de 1947, e apresentam por isso um valor cultural relevante para o Município, não só pelas suas características arquitetónicas, mas também pela história e memória coletiva da região do Algarve.

O edifício, que segue uma estética do modernismo português de meados do século XX, é da autoria do arquiteto Artur Simões da Fonseca.

A classificação destes imóveis como de Interesse Municipal, cujos processos ficarão concluídos após voto favorável na Assembleia Municipal, vão permitir assim a continuidade da valorização do património edificado no território do concelho de Faro.