Em Lagos, o desporto escolar leva as crianças a jogar golfe

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Projeto do Boavista Golf & Spa oferece aos estudantes do Agrupamento de Escolas Gil Eanes a oportunidade de aprender e praticar num ambiente ligado à modalidade.

As tardes de quinta-feira no resort lacobrigense contam, durante o presente ano letivo (2019/20), com a visita de hóspedes muito especiais. Nesses dias, a partir das 14h00, cerca de 13 jovens, todos com mais de 10 anos, chegam, em transporte cedido pela Câmara Municipal de Lagos e acompanhados por um professor, para ocupar as zonas de treino da Academia de Golfe do Boavista e, ali, ter aulas da modalidade integradas no desporto escolar, uma iniciativa de âmbito nacional que promove a prática desportiva como complemento curricular e para ocupação de tempos livres dos jovens.

Hugo Pinheiro, 38 anos, diretor de golfe da unidade hoteleira, é responsável pelo projeto e por «prestar todo o apoio ao docente do agrupamento encarregue pelas aulas e pelo acompanhamento dos estudantes nos torneios».

O dirigente indica que o objetivo primordial é «ajudar no desenvolvimento do aluno e cidadão. Este jogo rege-se por várias regras, mas a principal é o respeito pelo adversário». Assim, na sua ótica, «promovemos o espírito desportivo e a boa educação. Além disso, num green joga-se sempre contra si mesmo e não contra os outros. Isto eleva os níveis de confiança dos praticantes».

No fundo, o Boavista imiscui-se, «de uma forma positiva, na educação da comunidade, principalmente dos mais novos». E recompensa o bom desempenho nos torneios. «Recentemente oferecemos 14 sets de golfe aos alunos pelas boas prestações nas competições do ano letivo anterior», remata Hugo Pinheiro.

Mas os projetos sociais do resort não se esgotam nas crianças e adolescentes. No ano passado, conta-nos o diretor de golfe, realizou-se «um dia da modalidade e um lanche com um grupo de 15 seniores de Vila do Bispo que nunca tinham jogado» aquele desporto.

A motivação para estas ações, afirma o responsável, não é estrita à «integração dos idosos na prática deste desporto, mas sim o proporcionar de um dia diferente e festivo».

E acrescenta que, pese embora este ano ainda não ter sido possível «realizar iniciativas como esta, queremos repetir em 2020 e também continuar com o projeto ligado às escolas. Este tipo de ações enquadram-se nas políticas de responsabilidade social que definimos e na proximidade às entidades, de forma a apoiar o desenvolvimento da sociedade e a sua integração em ambientes não generalizados».

Mas por agora são os mais novos que vão aprendendo e absorvendo os ensinamentos de uma modalidade que, para Hugo Pinheiro, «ainda não é atraente para todos. Enquanto não aparecer um Cristiano Ronaldo e não se promover a sua acessibilidade desde tenra idade, as crianças vão estranhar a sua prática».

No entanto, o diretor acredita que «a indústria tem feito muitos esforços para que o golfe seja visto de uma outra forma, mais acessível a todos. Ainda não temos os resultados pretendidos, mas já se vão vendo mais crianças a praticar».

E sobre torneios internos, entre alunos e hóspedes, Hugo Pinheiro deixa uma fresta: «neste momento, não estão nos planos, devido à elevada ocupação do nosso campo, mas no futuro, em temporadas de menor ocupação, quem sabe…» se até poderá surgir um campeonato regional de golfe escolar no Algarve.