Docapesca e municípios estudam apoios ao Guadiana navegável

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Docapesca e municípios de Alcoutim, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Mértola estudam infraestruturas para potenciar o Guadiana navegável.

A DocaPesca e os e municípios de Alcoutim, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Mértola assinaram na terça-feira, dia 9 de novembro, um protocolo que tem por objeto regular as condições em que se irá estabelecer a cooperação e colaboração entre as partes, para a realização do estudo para a identificação das infraestruturas fluviais com potencial para a dinamização sustentável da via navegável do Rio Guadiana.

Na assinatura do protocolo, estiveram os autarcas Osvaldo Gonçalves (Alcoutim), Álvaro Araújo (VRSA), Francisco Amaral (Castro Marim) e Mário Tomé (Mértola), além de Sérgio Faias, presidente do conselho de administração da Docapesca e Teresa Coelho, secretária de Estado das Pescas.

Com o estudo pretende-se fazer a caraterização socioeconómica dos agregados populacionais existentes na margem portuguesa do troço do Rio Guadiana que percorre os concelhos referidos e ainda a identificar quais os agregados populacionais com potencial para melhor aproveitamento da via navegável do Guadiana.

O estudo vai ainda identificar as infraestruturas fluviais existentes ao longo do troço do Rio Guadiana em causa, bem como a avaliação do estado de conservação dessas infraestruturas, quais as necessidades de novos apoios fluviais e de interface terrestre, respetivos instrumentos de gestão do território em vigor, e condicionantes nas áreas a intervir, além da avaliação socioeconómica do custo-benefício de cada um dos investimentos a realizar.

Será ainda feito um plano de investimentos, com identificação de três níveis distintos de prioridade, e potenciais fontes de financiamento.

Para Osvaldo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, este estudo permitirá «formalizar» algumas melhorias necessárias, entre as quais, a ampliação e remodelação dos cais acostáveis, bem como a criação de outro tipo de infraestruturas para barcos de maior porte, como grandes veleiros.

«Quanto maior for o percurso navegável do rio, mais atrativo se torna e mais barcos trará, quer ao nosso concelho, quer a Mértola», concluiu o autarca.