COVID-19: Turismo afunda em outubro mas Algarve é exceção

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Turismo em Portugal afunda em outubro mas o Algarve é exceção devido ao Grande Prémio de Portugal em F1, em Portimão.

O sector do alojamento turístico deverá ter registado um milhão de hóspedes e 2,4 milhões de dormidas, o que corresponde a quebras de 59,3 por cento e 63 por cento, respetivamente, face ao mesmo período do ano passado, divulgou hoje o INE.

De acordo com a estimativa rápida publicada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a atividade turística voltou a intensificar as reduções em outubro, depois de em setembro ter registado diminuições de 52,7 por cento e 53,4 por cento no número de hóspedes e nas dormidas, respetivamente.

As dormidas de residentes terão diminuído 21,0 por cento (-8,5 por cento em setembro) atingindo 1,2 milhões e representando 51,1 por cento do total, enquanto as de não residentes terão decrescido 76,2 por cento (-71,9 por cento no mês anterior), situando-se em 1,2 milhões.

Os hóspedes residentes terão sido 647 mil o que representa uma diminuição de 23,9 por cento (-15,4 por cento em setembro) e os hóspedes não residentes deverão ter sido 371,8 mil, recuando 77,5 por cento (-73,8 por cento no mês anterior).

Por regiões, o Alentejo deverá ter continuado a apresentar a menor diminuição no número de dormidas, face a outubro de 2019, com uma descida de 29,8 por cento (-20,9 por cento no mês anterior).

O INE destaca, ainda, o crescimento das dormidas de residentes no Algarve (subida de 4 por cento), «que poderá ter estado relacionado com a realização de um evento desportivo neste mês na região», referindo-se ao Grande Prémio de Portugal em F1, em Portimão, entre os dias 23 e 25 de outubro.

Quanto aos principais mercados emissores, a totalidade manteve decréscimos expressivos em outubro.

Em outubro, 29,9 por cento dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (24 por cento em setembro), acrescenta o INE.