COVID-19: Tripulantes de cabine sentem «insegurança laboral»

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Os tripulantes de cabine estão a sentir uma «grande insegurança» a nível financeiro, laboral e psicológico devido à instabilidade profissional gerada pela pandemia no sector da aviação, conclui um estudo ontem divulgado.

Desenvolvido pela Associação Portuguesa de Tripulantes de Cabine (APTCA), em parceria com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), o estudo «Impacto da Pandemia nos Tripulantes de Cabine» revela que «a pandemia da COVID-19 trouxe incerteza aos profissionais do sector, que temem pelo seu futuro profissional e social».

Em comunicado, a APTCA afirma que a instabilidade profissional sentida no sector da aviação civil vai ao encontro dos dados do Eurostat que, tendo em conta a procura e a oferta, e «mostram uma clara ameaça aos postos de trabalho de tripulante de cabine».

«E os recentes despedimentos de milhares de trabalhadores em várias companhias aéreas a nível mundial não escondem a incerteza do futuro da aviação civil», salienta.

O trabalho foi elaborado pelo recém-criado Gabinete de Investigação, Estudos e Desenvolvimento de Projetos da APTCA e contou com uma amostra de 2.333 pessoas, maioritariamente pertencentes à TAP Air Portugal (86,3 por cento) e predominantemente a trabalhar a partir da base de Lisboa (92 por cento), «também eles a viver momentos de grande instabilidade com a conhecida reestruturação que a companhia aérea portuguesa está a atravessar».

Com este estudo, a associação diz pretender «conhecer melhor a classe» e «combater a desinformação que existe sobre os tripulantes de cabine, o que fazem e os riscos ocupacionais a que estão sujeitos».

A APTCA foi criada em 21 de fevereiro de 1984 por iniciativa de um grupo de tripulantes de cabine «com o apoio e envolvimento expresso» da direção do SNPVAC, tendo como missão «promover e dignificar a profissão, fomentando a coesão social da classe, representando os seus interesses culturais, sociais e de lazer».