COVID-19: Todos os funcionários dos lares de Loulé testaram negativo

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Testes vão repetir-se ao longo de três meses.

A totalidade dos funcionários e colaboradores dos lares de idosos do concelho de Loulé que realizaram testes à COVID-19 durante este último mês, obteve resultados negativos, numa iniciativa de complementaridade com o Governo que, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, está a realizar testes aos funcionários de todas as instituições com 50 ou mais utentes.

A autarquia de Loulé atribuiu um subsídio de 38 mil euros às restantes instituições para também procederem, nos mesmos moldes, a este rastreio. Neste momento já foram realizados 80 testes mas, no total, são 306 os funcionários de 11 instituições que irão participar nesta iniciativa.

O processo irá desenrolar-se nos próximos três meses, durante os quais um quarto dos funcionários será testado semanalmente, garantindo assim uma amostra mensal da realidade epidemiológica em cada lar de idosos. 

Todos os testes estão a decorrer no Drive-Thru do Parque das Cidades e realizados pelo Algarve Biomedical Center (ABC), sendo que a parte operacional está a ser assegurada pelas próprias instituições.

Refira-se que também os funcionários e colaboradores dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime e Associação Social e Cultural da Tôr, bem como as IPSS que contam com um número mais elevado de utentes e, como tal, integram a lista de instituições em que a testagem está a ser suportada pelo Governo central, testaram negativo para o SARS-CoV-2.

Para Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, «estes resultados são, para já, uma excelente notícia e deixam-nos a todos bem mais descansados, até porque os lares de idosos têm sido desde o início da pandemia o nosso principal foco de preocupação. É nestes estabelecimentos que se encontram as pessoas mais vulneráveis e que queremos proteger, numa altura em que a situação está a agravar-se e em que temos de evitar, a todo o custo, que se repitam situações como a que aconteceu no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, no passado mês de abril».