COVID-19: Portugueses reduziram uso de máscara nas últimas semanas

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Os portugueses utilizaram menos a máscara de proteção contra a COVID-19 nas semanas que coincidiram com o Natal e o Ano Novo, segundo um estudo hoje divulgado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa.

Os números foram também apresentados pela diretora da ENSP, Carla Nunes, na reunião no Infarmed entre políticos, epidemiologistas e especialistas em saúde pública sobre a evolução da pandemia, na qual observou que «o número de pessoas que reporta utilizar ‘sempre’ a máscara quando sai de casa e está com outras pessoas que não vivem consigo diminui 10,4 por cento nas últimas duas quinzenas», passando de 86,7 por cento na quinzena de 28 novembro a 11 de dezembro para 76,3 por cento na quinzena entre 26 de dezembro e 08 de janeiro.

Além deste dado, o estudo sobre as perceções sociais em relação à COVID-19 evidenciou que na última quinzena houve 60 por cento das pessoas que estiveram num grupo com 10 ou mais pessoas que revelaram não ter tido sempre a máscara colocada no rosto, o que se traduz num crescimento de 33,6 por cento.

Os dados dizem respeito a 528 respostas recolhidas entre 12 dezembro de 2020 e 08 de janeiro deste ano.

Quanto às vacinas que estão a ser desenvolvidas contra a COVID-19 e que começaram a ser administradas em Portugal a partir de 27 de dezembro – com prioridade aos profissionais de saúde e que, entretanto, já se alargou aos lares de idosos -, Carla Nunes realçou uma evolução positiva tanto ao nível da confiança na segurança e na eficácia das mesmas, como na intenção de serem abrangidas pela campanha de vacinação.

De acordo com a diretora da ENSP, as pessoas que respondem «’muito confiante ou confiante’ estão a ganhar espaço» na amostra, representando 84,1 por cento, sendo que apenas 15,9 por cento das pessoas indicam estar ‘pouco ou nada confiante’ ao nível da segurança e eficácia da vacina.

«Em relação à intenção de tomar a vacina, vemos um padrão muito claro no sentido de tomar a vacina logo que esteja disponível. Estamos com 65,8 por cento de pessoas que dizem que querem tomar logo que seja possível», finalizou.

Em Portugal, morreram 7.925 pessoas dos 489.293 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.