COVID-19: Funerais são condicionados mas permitidos

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Os funerais vão estar condicionados em número de pessoas e sem aglomerações, e são permitidas outras cerimónias religiosas, segundo as medidas anunciadas pelo governo para fazer face à pandemia de COVID-19.

De acordo com o documento saído do Conselho de Ministros, a realização de funerais «está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança».

O documento prevê a fixação de um limite máximo de presenças, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.

No entanto, o governo ressalva que podem sempre estar presentes o cônjuge ou unido de facto, ascendentes, descendentes, parentes e afins.

O decreto do governo permite a realização de cerimónias religiosas, incluindo «celebrações comunitárias».

No confinamento da primavera passada a Conferência Episcopal Portuguesa já tinha suspendido as missas, catequeses e outros atos de culto.

As novas medidas tomadas pelo Conselho de Ministros para controlar a pandemia de COVID-19, entre as quais o dever de recolhimento domiciliário, entram em vigor às 00h00 de amanhã, sexta-feira, 15 de janeiro.

As medidas decorrem do decreto que prorroga o estado de Emergência decretado pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

A pandemia de COVID-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.236 pessoas dos 507.108 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.