COVID-19: Desconfinar «não é sinónimo de sair e fazer tudo»

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Aviso deixado pelo primeiro-ministro, António Costa.

O primeiro-ministro António Costa salientou que o início da primeira fase do desconfinamento, hoje, segunda-feira, dia 15 de março, não é sinónimo de «sair e fazer tudo», advertindo que a pandemia «ainda é grave e que na Páscoa mantém-se o dever geral de recolhimento».

Estes avisos sobre a situação sanitária do país foram transmitidos numa mensagem que publicou na sua conta pessoal, na rede social Twitter. «Entramos hoje na primeira fase do desconfinamento que tem de ser muito prudente, gradual e a conta-gotas. E conta-gotas não é sinónimo de sair e fazer tudo o que gostaríamos de fazer, como se não atravessássemos ainda uma grave pandemia», assinalou.

Na sua mensagem, o primeiro-ministro observou depois que, em matéria de contenção da COVID-19, «esta é uma fase bastante exigente. Recordo que até à Páscoa, inclusive, mantém-se o dever geral de confinamento. Não podemos correr riscos e deitar tudo a perder. A vida e a saúde estão em primeiro lugar», acrescentou.

O responsável apresentou na quinta-feira o plano de desconfinamento, que disse ser «a conta-gotas» e que prevê a abertura, a partir de hoje, de creches, ensino pré-escolar e escolas do primeiro ciclo do básico, sendo reaberto ainda o comércio ao postigo e estabelecimentos de estética como cabeleireiros.

O plano prevê novas fases de reabertura em 5, 19 de abril e 3 de maio, mas as medidas podem ser revistas se Portugal ultrapassar os 120 novos casos de infeção pelo novo coronavírus por 100 mil habitantes, por dia, a 14 dias, ou ainda se o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 ultrapassar 1.

A deslocação entre concelhos para a generalidade da população continua interdita nos dois próximos fins de semana e na semana da Páscoa (26 de março a 5 de abril), e o dever de recolhimento domiciliário vigora, também, até à Páscoa.