Coronavírus obriga easyJet a cancelar voos de e para Itália

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Epidemia do Coronavírus (COVID-19) no norte da Itália já obriga a easyJet a cancelar voos e tomar medidas de gestão de riscos financeiros.

Após o aumento da incidência de casos de Coronavírus (COVID-19) no norte da Itália, «observámos um abrandamento significativo na procura e na taxa de ocupação de e para as nossas bases no norte de Itália. Estamos também a registar um abrandamento na procura nos restantes mercados europeus onde operamos», reporta a easyJet em nota enviada às redações, hoje, sexta-feira, 28 de fevereiro.

«Como resultado, iremos cancelar alguns voos, principalmente os que entram e saem de Itália, enquanto continuaremos a monitorizar a situação, adaptando o nosso plano de voos para corresponder à procura do mercado», admite a companhia aérea de baixo custo.

«Embora seja ainda muito cedo para determinar qual será o impacto do surto do COVID-19, nas previsões e orientações do corrente ano, para os negócios das companhias aéreas e do turismo, continuamos atentos aos desenvolvimentos e atualizaremos a informação junto de todos os mercados, sempre que se justifique», lê-se aind no documento.

A easyJet garante que está a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades e a seguir as diretrizes fornecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação «para garantir a saúde e o bem-estar dos nossos colaboradores e clientes».

«Temos um grupo de trabalho multidisciplinar que reúne diariamente para garantir que todos os nossos processos e políticas permanecem eficazes. Os procedimentos que estamos a aplicar para lidar com doenças transmissíveis são semelhantes aos desenvolvidos durante a epidemia de SARS e outras emergências de saúde global».

Enquanto isso, para ajudar a diminuir o impacto do COVID-19, «estamos empenhados numa gestão de eficiência operacional e de controlo de custos em diversas áreas do negócio, incluindo cortes no orçamento das áreas administrativas e gastos discricionários; congelamento de recrutamento, promoções e aumentos salariais em toda a rede; adiamento de projetos não urgentes e gastos de capital; oferta de licença não remunerada e interrupção de formação não obrigatória; trabalho com fornecedores para redução adicional de custos e realocação de aviões para o verão de 2020, que oferecerão mais oportunidades de receita na recuperação do mercado».