Consumo de cimento em Portugal cresceu 11,5% em 2021

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O consumo de cimento em Portugal cresceu 11,5 por cento nos primeiros quatro meses deste ano, para 1,25 milhões de toneladas, face a igual período do ano passado, revelaram hoje as associações do sector da construção e obras públicas.

As contas nacionais trimestrais relativas ao primeiro trimestre deste ano, vieram confirmar a «resiliência do sector da construção aos graves efeitos económicos provocados pela pandemia de COVID-19», refere a análise de conjuntura do sector da construção elaborado pela AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas e pela AECOPS – Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços.

Quanto ao nível do licenciamento de obras de construção pelas câmaras municipais, no primeiro trimestre deste ano, o crescimento observado foi de 4,7 por cento, justificado pelo aumento de 8,6 por cento na habitação familiar e pela contração de 4,9 por cento nos outros edifícios, em termos homólogos.

Já os fogos licenciados em construções novas somaram 6.569 nos três primeiros meses este ano, representando um crescimento de 3,1 por cento na comparação com as 6.370 construções novas licenciadas no trimestre homólogo do ano anterior.

Em relação à avaliação bancária na habitação, em abril, observou-se uma aceleração do ritmo de crescimento, que fixou um novo máximo histórico, com uma subida de 8,0 por cento, também em termos homólogos.

Até abril deste ano, no segmento da engenharia civil, assistiu-se a uma atenuação da queda no montante dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidas que, com um volume de cerca de 1.381 milhões de euros, se traduziu numa redução de 29 por cento face a igual período do ano anterior.

No entanto, há a assinalar, apesar de tudo, uma recuperação face à quebra de 42 por cento verificada no mês anterior.

No que concerne ao nível dos contratos de empreitadas celebrados, mantém-se a tendência positiva, apurando-se um aumento acumulado de 75,4 por cento em termos homólogos, utilizando-se a informação comparável divulgada em 15 de maio de cada ano, segundo a análise de conjuntura do sector da construção.