Comunidade Energética de escola de Salir premiada a nível nacional

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Estabelecimento irá receber um prémio monetário de 1000 euros.

A Escola EB 2,3 Professor Sebastião Teixeira, de Salir, alcançou o terceiro lugar no concurso nacional Energy Up, promovido pela Fundação GALP, como reconhecimento pelo trabalho realizado no seu projeto de criação de uma comunidade energética escolar.

Esta iniciativa, aberta a todas as escolas do ensino básico e secundário de Portugal, pretende distinguir os estabelecimentos de ensino que têm investido na sustentabilidade da comunidade escolar, nomeadamente através da criação de projetos ligados à energia que trazem impacto real à sociedade e que desafiam os alunos a serem parte ativa desta missão.

A Escola de Salir, que faz parte do Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita, irá receber um prémio monetário no valor de 1000 euros para apoios, e ainda uma sessão de sensibilização ambiental dinamizada pela Quercus.

Das cerca de 60 candidaturas referentes a agrupamentos escolares de todo o país, das quais sete no Algarve, o primeiro lugar foi atribuído ao projeto SmartAir, apresentado pelo Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré, no distrito de Aveiro, relacionado com a promoção da mobilidade sustentável.

Já na segunda posição ficou o projeto Árvores Solar, apresentado pelo Agrupamento de Escolas de Monserrate, em Viana do Castelo, que consiste na criação de um banco de jardim, instalado na escola, que permite o carregamento de dispositivos eletrónicos com recurso a energia solar.

Foram ainda distinguidos mais dois projetos: O Futuro Está no Presente, promovido pelo Agrupamento de Escolas Cardoso Lopes, na Amadora, e o Luz Verde, do Instituto Nun’Alvres, em Santo Tirso.

A Comunidade Energética Escolar de Salir é um projeto desenvolvido com o apoio da Câmara Municipal de Loulé. Incide sobre a sensibilização e promoção da transição energética e a descarbonização do parque escolar através da produção fotovoltaica para autoconsumo.

O júri considerou este trabalho «muito completo, pela sua génese e capacidade de ser extrapolado para outros equipamentos escolares».

Para os responsáveis do município de Loulé, «este prémio é bem ilustrativo do aspeto inovador deste projeto que, desenvolvido por uma comunidade escolar em plena serra algarvia, está a ter notoriedade no restante território nacional e a ser um exemplo de boas práticas no que à eficiência energética diz respeito».